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MERCADOS HOJE

Bolsa hoje: Ibovespa cai pela quinta vez seguida pressionado por juros nos EUA e questão fiscal; dólar fecha no maior nível em 13 meses, a R$ 5,26

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16 de abril de 2024
6:33 - atualizado às 17:20

RESUMO DO DIA: A perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos ganhou força mais uma vez e, combinada com a preocupação com o cenário fiscal doméstico, gerou mais lenha para a bolsa brasileira aumentar as cinzas.

Pela quinta vez consecutiva, o Ibovespa terminou o dia no vermelho, com queda de 0,75%, aos 124.388 pontos. Mais cedo, o principal índice da bolsa brasileiro voltou para a casa dos 123 mil pontos, no menor nível em cinco meses.

Na contramão, o dólar alcançou o maior patamar desde março de 2023 ao encostar nos R$ 5,28. A moeda norte-americana terminou o dia a R$ 5,2688, alta de 1,61% no mercado à vista.

De olho nos juros dos Estados Unidos, os yields (rendimentos) dos títulos do Tesouro norte-americano renovaram máximas, o que refletiu na abertura da curva de juros futuros brasileira.

Por aqui, os investidores seguiram repercutindo a mudança da meta fiscal do governo federal de superávit de 0,5% do PIB para zero em 2025.

Lá fora, as bolsas de Nova York sentiram os efeitos das primeiras declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, após o dado de inflação de março vir mais forte do que o esperado.

Powell afirmou que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo, caso a inflação persista acima da meta de 2%.

Além disso, a China voltou a preocupar, com as vendas no varejo e a produção industrial aquém das projeções mesmo com o crescimento da segunda maior economia do mundo acima do esperado no primeiro trimestre.

Confira o que movimentou os mercados nesta terça-feira (16): 

MAIORES ALTAS E QUEDAS DO IBOVESPA

Na ponta positiva, as construtoras ganhara fôlego com a recuperação do índice setorial, o IMOB. Em especial, a alta de MRV foi uma reação à prévia operacional divulgada ontem (15).

Além disso, as ações das Lojas Renner avançaram após o Itaú BBA indicar a varejista como a preferida (top pick) do setor.

Para o banco, a Renner deve "navegar" na recuperação do consumo do setor neste ano, "dada a sua liquidez e boa qualidade".

Confira as maiores altas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
WEGE3Weg ONR$ 38,773,00%
EZTC3EZTEC ONR$ 14,232,97%
MRVE3MRV ONR$ 6,562,34%
LREN3Lojas Renner ONR$ 16,081,39%
EMBR3Embraer ONR$ 31,761,08%

Na ponta negativa, Assaí liderou as perdas após o Citi rebaixar a recomendação de compra para neutra.

Confira as maiores quedas do Ibovespa hoje:

CÓDIGONOMEULTVAR
ASAI3Assaí ONR$ 13,00-5,32%
ALPA4Alpargatas PNR$ 8,46-5,05%
CRFB3Carrefour Brasil ONR$ 11,51-4,40%
LWSA3LWSA ONR$ 4,85-4,34%
DXCO3Dexco ONR$ 7,18-4,01%
FECHAMENTO DO IBOVESPA

O Ibovespa fechou em queda de 0,75%, aos 124.388,62 pontos.

FECHAMENTO DE NOVA YORK

As bolsas de Nova encerraram sem direção única, em meio ao início da temporada de balanços do primeiro trimestre de 2024 e discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

Entre as falas, Powell afirmou que os juros devem ficar elevados por mais tempos, caso a inflação do país persista. "Precisaremos de maior confiança de que a inflação caminha à meta. Os dados recentes indicam que levará mais tempo que o esperado para termos essa confiança", disse ele.

Essa foi a primeira vez que o chefe do Fed fez declarações após os índices de inflação (CPI, na sigla em inglês) vir acima do esperado para março.

Confira como fecharam os índices de Nova York:

  • S&P 500: -0,21%, aos 5.051,41 pontos;
  • Dow Jones: +0,17%, aos 37.798,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,12%, aos 15.865,25 pontos.
FECHAMENTO DO DÓLAR

O dólar encerrou a R$ 5,2688, com alta de 1,61% no mercado à vista.

A moeda norte-americana foi beneficiada por uma combinação de fatores: o avanço dos rendimentos dos Treasurys, o risco geopolítico no Oriente Médio — com a espera de uma retaliação de Israel contra o Irã, pelos ataques no fim de semana —, a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, dados de atividade econômica mais fracos na China e a preocupação com as contas públicas com a revisão da meta fiscal para 2025.

CONSTRUTORA SOBEM

Na reta final do pregão, EzTec (EZTC3) e MRV (MRVE3) disputam a liderança do Ibovespa, acompanhando a recuperação do índice setorial.

O IMOB sobe 0,10%. No caso de MRV, a alta também é uma reação à prévia operacional divulgada na véspera.

CÓDIGONOMEULTVAR
EZTC3EZTEC ONR$ 14,363,91%
MRVE3MRV ONR$ 6,623,28%
FECHAMENTO DO PETRÓLEO

O petróleo fechou em leve queda após uma sessão de forte volatilidade, com os investidores monitorando os desdobramentos do ataque do Irã a Israel no fim de semana e a perspectiva de que os juros devem ficar elevados por mais tempo nos Estados Unidos.

O dólar forte também pressionou a commodity.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, com vencimento em junho, encerraram o dia com recuo de 0,02%, a US$ 90,02 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos futuros do petróleo WTI, com vencimento em maio, caíram 0,06%, a US$ 85,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

REPORTAGEM ESPECIAL: O FRACASSO DAS "CORPORATIONS" NA B3

O olho do dono engorda o gado? Se aplicarmos o ditado popular nas empresas listadas na B3, a resposta é sim. Afinal, o mercado brasileiro vem colecionando uma série de fracassos de empresas que se organizaram como corporations — ou seja, sem um acionista ou grupo controlador definido.

São vários exemplos e de inúmeros setores de companhias sem uma estrutura de controle que passaram por graves problemas ou simplesmente fracassaram. Entre elas, as incorporadoras Gafisa e PDG, a empresa de resseguros IRB, a varejista Casas Bahia, a operadora Oi e a gigante de alimentos BRF

No modelo societário das corporations, os acionistas minoritários são transformados em “donos” e têm o poder de ditar e de alterar os rumos da companhia.

Para tanto, formalmente, precisam chegar a um consenso para eleger um conselho de administração que dará diretrizes aos principais executivos da companhia e também irá avaliar se o trabalho deles está de acordo com o combinado.

Leia mais.

LOJAS RENNER (LREN3) ENTRE AS MAIORES ALTAS

Como a terceira maior alta do Ibovespa, as ações da Lojas Renner (LREN3) driblam o avanço dos juros futuros (DIs) e o tom misto do setor de varejo. LREN3 sobe 2,65%, a R$ 16,28.

Os papéis ganham fôlego após o Itaú BBA indicar a varejista como a preferida (top pick) do setor.

Para o banco, a Renner deve "navegar" na recuperação do consumo do setor neste ano, "dada a sua liquidez e boa qualidade".

"A dinâmica dos seus lucros também deverá melhorar, considerando: i) a implementação gradual do novo centro de distribuição para apoiar a eficiência das despesas gerais e administrativas; e ii) tendências de melhoria para a Realize, que deverão gerar melhor rentabilidade e potenciais ganhos de produtividade no varejo", escrevem os analistas liderados por Thiago Macruz, do Itaú BBA.

AS PISTAS E POWELL SOBRE OS JUROS NOS EUA

Quando a inflação nos EUA veio acima do esperado pela terceira vez seguida em março, o mercado correu para recalibrar as expectativas para o início do corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) — e o que se viu por aí foi muito bancão transferindo as apostas de junho para setembro e até dezembro deste ano. 

De lá para cá, o mercado recebeu novos dados econômicos e a guerra entre Israel e Irã colocou o Oriente Médio em chamas — com o petróleo disparando na sexta-feira (12) junto com o dólar, o ouro e os títulos do Tesouro norte-americano.

Os investidores, mais uma vez, se apressaram para ajustar posições sobre o afrouxamento monetário nos EUA e voltaram a ver uma redução da taxa referencial até julho, afinal, uma guerra alastrada pelo Oriente Médio demandaria apoio econômico por parte dos bancos centrais ao redor mundo. 

Tudo como dantes no quartel de Abrantes, certo? Tudo estaria na mesma se o presidente do Fed, Jerome Powell, não viesse a público para falar pela primeira vez sobre a trajetória dos juros depois dos dados de inflação de março. 

Leia mais.

DIS AVANÇAM

Os juros futuros (DIs) vêm ampliando a alta e renovando máximas intraday na esteira dos yields dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, após as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

O chefe do BC norte-americano afirmou que os juros devem permanecer elevados por mais tempo, caso a inflação não desacelere.

Por aqui, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) subiram 30 pontos-base nas máximas há pouco. Em destaque, o DI com vencimento em janeiro de 2027 bateu 11,08% durante o discurso do dirigente dos Estados Unidos. Os juros elevados por mais tempo nos EUA limitam o ciclo de cortes da Selic.

Confira o desempenho dos DIs agora:

CÓDIGONOME ULT FEC
DI1F25DI Jan/2510,28%10,16%
DI1F26DI Jan/2610,66%10,44%
DI1F27DI Jan/2711,05%10,81%
DI1F28DI Jan/2811,37%11,12%
DI1F29DI Jan/2911,58%11,35%
DI1F30DI Jan/3011,73%11,52%
DI1F31DI Jan/3111,82%11,61%
DI1F32DI Jan/3211,89%11,66%
DI1F33DI Jan/3311,90%11,70%

NOVA MÁXIMA DO OURO

O ouro fechou mais uma vez na maior nível de fechamento, seguindo a escalada de valorização recente.

Os contratos mais líquidos do ouro com vencimento em junho terminaram o dia em alta de 1,04%, a US$ 2.407,80 a onça-troy, na divisão de metais da New York Mercantile Exchange, a Comex.

BOLSAS DE NOVA YORK APÓS POWELL

As bolsas de Nova York reduziram os ganhos e S&P 500 inverteu para queda após as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys, renovaram as máximas durante o discurso do dirigente. O t-note de dois anos, por exemplo, bateu 5,007% há pouco.

Entre as falas, Powell afirmou que os juros devem ficar elevados por mais tempos, caso a inflação do país persista. "Precisaremos de maior confiança de que a inflação caminha à meta. Os dados recentes indicam que levará mais tempo que o esperado para termos essa confiança", disse ele.

Essa é a primeira vez que o chefe do Fed faz declarações após os índices de inflação (CPI, na sigla em inglês) vir acima do esperado para março.

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Na ponta positiva, MRV figura entre as maiores altas em reação aos dados operacionais divulgados ontem (15) depois do fechamento dos mercados.

O setor de varejo opera sem direção única, com ajustes e avanço dos juros futuros em toda a curva.

Confira as maiores altas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
EZTC3EZTEC ONR$ 14,373,98%
MRVE3MRV ONR$ 6,623,28%
WEGE3Weg ONR$ 38,813,11%
PCAR3GPA ONR$ 2,532,02%
LREN3Lojas Renner ONR$ 16,171,95%

Na ponta negativa, CVC lidera as perdas e acompanha o setor aéreo, pressionada pela valorização do dólar — o que reduz as viagens para o exterior, principalmente.

Em destaque, Assaí recua após o Citi rebaixar a recomendação de compra para neutra.

Confira as maiores quedas do Ibovespa até agora:

CÓDIGONOMEULTVAR
CVCB3CVC ONR$ 1,95-3,94%
ALPA4Alpargatas PNR$ 8,56-3,93%
HAPV3Hapvida ONR$ 3,59-3,75%
ASAI3Assaí ONR$ 13,24-3,57%
USIM5Usiminas PNAR$ 9,88-3,33%
COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa opera em tom negativo, mas com as perdas reduzidas pelo avanço das bolsas de Nova York e a recuperação do petróleo. Mais cedo, o índice atingiu a mínima de cinco meses, aos 123 mil pontos.

Uma combinação de fatores pressionada o principal índice da bolsa brasileira: o avanço dos rendimentos dos Treasurys, o risco geopolítico no Oriente Médio — com a espera de uma retaliação de Israel contra o Irã, pelos ataques no fim de semana —, a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, dados de atividade econômica mais fracos na China e a preocupação com as contas públicas com a revisão da meta fiscal para 2025.

Esses motivos, por sua vez, impulsionam o dólar, que se aproxima da marca de R$ 5,30.

Lá fora, os investidores aguardam discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.

Confira:

  • Ibovespa: -0,33%, aos 124.914 pontos;
  • Dólar: +1,48%, a R$ 5,2610

Com a piora do humor dos investidores em todo o mundo, os juros futuros (DIs) avançam em toda a curva e acompanham os Treasurys e a forte alta do dólar.

Em alguns vencimentos das taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs), a alta chegou aos 24 pontos-base (0,24 p.p) mais cedo. Por exemplo, as taxas de DI com vencimento em janeiro de 2025 operam no nível de 10,30% — no início do mês, os juros projetados operavam abaixo dos dois dígitos.

ONDE INVESTIR NA RENDA FIXA APÓS TANTAS MUDANÇAS DE REGRAS E EXPECTATIVAS? VEJA AS RECOMENDAÇÕES DAS CORRETORAS E BANCOS

O mercado de renda fixa vem passando por uma fase de mudanças. Por um lado, o governo alterou as regras de títulos isentos como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs, restringindo emissores e/ou ampliando prazos de carência, ocasionando uma debandada de recursos para outros investimentos isentos, como debêntures incentivadas (que viram suas remunerações caírem) e fundos imobiliários.

Por outro, a escalada das tensões geopolíticas, os números fortes da economia americana e dados de inflação acima das estimativas nos Estados Unidos adiaram ainda mais a expectativa de início de cortes de juros nos EUA e levaram o mercado local estimar que a Selic pode terminar o ciclo de corte ainda em dois dígitos.

O próprio Banco Central brasileiro sinalizou, na sua última reunião, que o próximo corte de juros deve ser o último na magnitude de 0,50 ponto percentual.

Com todas essas mudanças de expectativas em relação ao que se esperava no início de 2024, onde investir em renda fixa agora?

Leia mais.

EXPORTADORAS AVANÇAM

Com a forte valorização do dólar, as companhias exportadoras de celulose Suzano (SUBZ3) e Klabin (KLBN1) se destacam no Ibovespa.

CÓDIGONOMEULTVAR
KLBN11Klabin unitsR$ 24,620,70%
SUZB3Suzano ONR$ 61,390,56%

Além do avanço do dólar, que elevam as receitas das companhias por serem dolarizadas, os papéis são impulsionados pela revisão positiva do Bank of America (BofA).

O banco elevou a recomendação de venda para neutra para Klabin, com a perspectiva de espaço para "revisões ascendentes de lucros no futuro".

O BofA manteve a recomendação de compra para a Suzano.

FECHAMENTO NA EUROPA

As bolsas europeias encerraram a sessão com queda superior a 1%, com as atenções voltadas para a escalada do conflito no Oriente Médio após ataques do Irã a Israel no fim de semana.

Confira o fechamento dos principais índices da Europa:

  • DAX (Frankfurt): -1,57%, aos 17.744,46 pontos;
  • CAC 40 (Paris): -1,40%, aos 7.932,61 pontos;
  • FTSE 100 (Londres): -1,82%,, aos 7.820,36 pontos;
  • Stoxx 600: -1,58%, aos 497,92 pontos.
PETROBRAS (PETR4) SOBE

Com recuperação do petróleo, as ações da Petrobras (PETR4) operam em leve alta e reduzem as perdas do Ibovespa, que atingiu o menor nível em cinco meses mais cedo.

CÓDIGONOMEULTVAR
PETR3Petrobras ONR$ 41,100,51%
PETR4Petrobras PNR$ 39,460,38%
GIRO DO MERCADO

DÓLAR ACIMA DE R$ 5,25: O QUE ESTÁ ACONTECENDO? | CONTRATO FUTURO DE BITCOIN VEM AÍ: O QUE ESPERAR?

Em meio a preocupações contínuas sobre tensões geopolíticas no Oriente Médio e expectativas de taxas de juros mais altas nos EUA por um período prolongado, os resultados oficiais do PIB da China para o primeiro trimestre mostraram uma robustez inesperada. Apesar disso, os dados não impediram que as ações asiáticas registrassem uma queda significativa nesta terça-feira.

Nesse cenário, os investidores correram para os títulos do tesouro norte-americano, que está pagando mais de 4,50% ao ano em dólar nos papéis de dez anos. A moeda norte-americana está hoje (16) em R$ 5,25 — a maior cotação desde outubro.

O analista Enzo Pacheco, da Empiricus Research, comenta a piora do cenário externo e a alta do dólar

A partir de hoje (17), os futuros de Bitcoin (BTC) entrarão em vigor na Bolsa de Valores brasileira (B3), sendo necessário depositar na corretora uma margem mínima de R$ 100 por contrato. A decisão permite que investidores possam negociar o ativo com mais segurança e confiabilidade.

O analista Valter Rebelo, da Empiricus Research, nos conta o que esperar da novidade e o que o investidor precisa saber antes de investir.

ACOMPANHE AO VIVO:

JUROS FUTUROS AVANÇAM

Com a piora do humor dos investidores em todo o mundo, os juros futuros (DIs) avançam em toda a curva e acompanham os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasurys — que atingiram as máximas desde novembro de 2023 na véspera.

A forte alta do dólar, que opera no maior nível em 13 meses, também pressionam a curva brasileira.

Em alguns vencimentos das taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs), a alta chegou aos 24 pontos-base (0,24 p.p) mais cedo. Por exemplo, as taxas de DI com vencimento em janeiro de 2025 operam a 10,30% — no início do mês, os juros projetados operavam abaixo dos dois dígitos.

Confira o desempenho dos DIs agora:

CÓDIGONOME ULT FEC
DI1F25DI Jan/2510,30%10,16%
DI1F26DI Jan/2610,65%10,44%
DI1F27DI Jan/2711,02%10,81%
DI1F28DI Jan/2811,35%11,12%
DI1F29DI Jan/2911,56%11,35%
DI1F30DI Jan/3011,72%11,52%
DI1F31DI Jan/3111,81%11,61%
DI1F32DI Jan/3211,87%11,66%
DI1F33DI Jan/3311,90%11,70%
DÓLAR ATINGE MAIOR NÍVEL EM MAIS DE UM ANO; VEJA O QUE ACONTECEU

O dólar à vista atingiu patamares de preço que não eram vistos desde março do ano passado. Por volta das 10h50, a moeda norte-americana tocou os R$ 5,28, sendo negociada próxima desse nível desde então, com uma alta de 1,65% no mesmo horário. Acompanhe nossa cobertura de mercados aqui

Os investidores reagem principalmente à aversão ao risco, com a escalada da tensão global em relação às guerras que seguem no mundo. 

Com isso, ativos de risco como o ouro, o dólar e os títulos do Tesouro dos EUA — os chamados Treasurys — viram o refúgio dos investidores. 

A recente investida do Irã contra Israel, que já estava em conflito com o Hamas, além da guerra da Rússia contra Ucrânia elevam os temores de uma escalada global dos conflitos.

Leia mais.

BTLG11 FECHA ACORDO DE QUASE R$ 2 BI POR PORTFÓLIO DE IMÓVEIS

Está difícil saciar a fome de aquisições do BTG Pactual Logística (BTLG11). O fundo imobiliário celebrou uma carta de intenções para adquirir um portfólio com 11 imóveis e cerca de 550 mil metros quadrados prontos e performados por R$ 1,75 bilhão.

De acordo com comunicado enviado ao mercado na noite de ontem (16), a maior parte desses ativos está localizada em São Paulo, principal mercado logístico do país. Além disso, cerca de 93% da receita provém de empreendimentos que ficam em um raio de até 60 quilômetros da capital paulista.

"A gestora ressalta que permanece ativa no trabalho de aquisição de ativos diferenciados, reciclagem da carteira, e otimização dos recursos do portfólio, tendo sempre como prioridade a geração de valor para o fundo e seus cotistas", diz o comunicado.

O cap rate, ou taxa de capitalização da operação — que considera o valor da receita vigente e o preço dos imóveis performados , ainda não foi divulgado. Mas, de acordo com a gestão, está "em linha com os níveis estabelecidos no material publicitário da última emissão, na faixa entre 9% e 10%.

Leia mais.

AZUL (AZUL4) CAI 5%

As ações da Azul (AZUL4) lideram as perdas do Ibovespa.

A companhia aérea é penalizada pelo forte avanço do dólar, já que as contas das companhias são dolarizadas e o avanço da moeda norte-americana encarecem os custos.

DÓLAR A R$ 5,27

O dólar atingiu a máxima intradiária há pouco ao alcançar o nível de R$ 5,27, com alta de 1,65% no mercado à vista.

Uma combinação de fatores impulsionam a moeda norte-americana: o avanço dos rendimentos dos Treasurys, o risco geopolítico no Oriente Médio — com a espera de uma retaliação de Israel contra o Irã, pelos ataques no fim de semana —, a perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, dados de atividade econômica mais fracos na China e a preocupação com as contas públicas com a revisão da meta fiscal para 2025.

Dada a quantidade de motivos externos, o indicador DXY também opera em alta, após renovar máximas na véspera. O índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas globais, entre eles euro e iene, sobe 0,04%, aos 106.247 pontos.

SÓ QUATRO AÇÕES SOBEM

Com a cautela quase generalizada com cenário fiscal doméstico, China e juros elevados nos Estados Unidos, o Ibovespa opera na mínima aos 123 mil pontos e queda acima de 1%.

Com isso, apenas quatro ações operam em alta no índice:

CÓDIGONOMEVAR
WEGE3Weg ON+2,90%
MRFG3Marfrig ON+0,80%
KLBN11Klabin units+0,80%
SUZB3Suzano ON+0,05%
ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas de Nova York abriram sem direção única à espera do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, e em meio ao aumento das chances de que os juros permaneçam elevados por mais tempo.

Confira o desempenho das bolsas de Nova York após a abertura:

  • Dow Jones: +0,37%, aos 37.876,35 pontos;
  • S&P 500: -0,13%, aos 5.056,84 pontos;
  • Nasdaq: -0,12%, aos 15.865,77 pontos.
VIVARA (VIVA3) MANTÉM A PREVISÃO DE INGRESSO NO IBOVESPA, MAS AUREN (AURE3) DEIXA O ÍNDICE NA SEGUNDA PRÉVIA

Depois de aparecerem entre as novidades da próxima carteira do Ibovespa, as ações da Auren (AURE3) perderam a energia e ficaram de fora da segunda prévia do índice que valerá a partir de maio. 

Desse modo, apenas uma empresa  — que já estava na primeira prévia  — deve ingressar no Ibovespa entre maio e agosto, ainda de acordo com a segunda prévia. 

Mesmo com queda de quase 36% desde o início do ano e a turbulência recente no alto escalão da companhia, a Vivara (VIVA3) manteve o brilho e se manteve como única novidade para compor a carteira do Ibovespa.   

Assim como na primeira prévia, a B3 não trouxe nenhum rebaixamento. Ou seja, todos os demais papéis que compõem a carteira mantiveram seus lugares no principal índice da bolsa. 

Leia mais.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa opera com queda de 0,83%, aos 124.298 pontos após a abertura.

O principal índice da bolsa brasileira opera mais avessa ao risco com os investidores reagindo à mudança na meta fiscal para 2025, anunciada ontem (15) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Além disso, a produção industrial e as vendas do varejo na China ficaram abaixo do esperado para março, o que ofuscou o crescimento de 5,3% da economia no primeiro trimestre, na base anual.

A perspectiva de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos também pressiona o Ibovespa hoje.

MERCADO DE COMMODITIES

O mercado de commodities opera em recuo, em meio ao abrandamento das tensões no Oriente Médio e novos dados de atividade econômica na China.

O minério de ferro fechou em queda de 1,49%, com a tonelada a US$ 114,11, em Dalian, após a produção industrial e as vendas no varejo na China ficarem abaixo do esperado para março e a despeito do crescimento da economia no período.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent caem 0,40%, a US$ 89,81 o barril.

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Os juros futuros (DIs) abriram com viés de alta em relação ao fechamento anterior, ainda na esteira do avanço dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasurys, e as preocupações com a meta fiscal de 2025.

Confira o desempenho dos DIs na abertura:

CÓDIGONOME ABE FEC
DI1F25DI Jan/2510,18%10,16%
DI1F26DI Jan/2610,46%10,44%
DI1F27DI Jan/2710,83%10,81%
DI1F28DI Jan/2811,15%11,12%
DI1F29DI Jan/2911,39%11,35%
DI1F30DI Jan/3011,56%11,52%
DI1F31DI Jan/3111,66%11,61%
DI1F32DI Jan/3211,72%11,66%
DI1F33DI Jan/3311,75%11,70%
MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

RUIM COMO ESPERADO

Os resultados oficiais do PIB da China para o primeiro trimestre mostraram uma robustez inesperada, facilitando teoricamente o atingimento da meta de crescimento estabelecida para 2024.

No entanto, essa surpresa positiva não impediu que as ações asiáticas registrassem uma queda significativa nesta terça-feira, ecoando o declínio observado nos mercados ocidentais na véspera, em meio a preocupações contínuas sobre tensões geopolíticas no Oriente Médio e expectativas de taxas de juros mais altas nos EUA por um período prolongado.

Além disso, outros indicadores econômicos da China, como a produção industrial e as vendas no varejo de março, mostraram fraquezas, mitigando o impacto positivo dos dados do PIB.

Na Europa, os mercados também abriram em baixa, ainda preocupados com o aumento das tensões no Oriente Médio e a possibilidade de uma retaliação israelense aos recentes ataques do Irã.

Os futuros dos mercados americanos seguem essa tendência negativa. Na agenda de hoje, destaca-se uma apresentação de Jerome Powell, presidente do Fed, além de dados sobre a produção industrial nos EUA e a continuação da temporada de divulgação de resultados financeiros.

As commodities também apresentam queda nesta manhã, refletindo o clima de cautela nos mercados globais.

No Brasil, o mercado financeiro pode ser impactado por esse cenário internacional adverso, enquanto ainda analisamos os detalhes do Orçamento de 2025.

A ver…

00:51 — Sinalização ruim, porém já esperada

No ambiente doméstico, as preocupações com um possível agravamento do conflito no Oriente Médio após os ataques do Irã a Israel influenciaram negativamente os mercados na segunda-feira, resultando na queda dos principais índices. O Ibovespa recuou para 125.334 pontos, enquanto o dólar atingiu R$ 5,19.

Além das tensões internacionais, o mercado também está avaliando as declarações do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a intenção do governo de propor um déficit zero para 2025 no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), uma mudança em relação à meta anterior de um superávit primário de 0,5% do PIB anunciada no ano passado.

Embora a revisão da meta fiscal tenha sido vista por alguns como um sinal de que a Fazenda estaria desistindo de seus objetivos fiscais, eu vejo essa mudança como algo esperado e ainda vejo a manutenção da meta para 2024, apesar da possibilidade de futuras alterações ainda neste trimestre.

A reação negativa do mercado foi mais intensa do que o previsto, criando uma impressão de que reduções de despesas não estão sendo consideradas pelo governo, o que sinaliza uma relutância em fazer sacrifícios necessários.

Esse posicionamento é visto como um sinal negativo (lembrança da Era Dilma), especialmente após a autorização do governo para antecipar R$ 15,7 bilhões em gastos na semana anterior, o que já havia prejudicado a credibilidade do novo arcabouço fiscal.

Apesar de uma melhora na arrecadação em 2024, permanece a incerteza sobre a sustentabilidade dessa tendência.

01:47 — Os primeiros sinais da temporada

Nos EUA, os investidores foram agraciados ontem com notícias encorajadoras de um dos gigantes de Wall Street, o Goldman Sachs, cujos resultados do primeiro trimestre superaram consideravelmente as expectativas dos analistas tanto em lucros quanto em receitas.

Notavelmente, houve um crescimento robusto em todas as suas divisões, com um desempenho particularmente forte nas áreas de banco de investimento e operações de mercado, enquanto o banco se afasta de suas iniciativas voltadas para o varejo.

Apesar do sucesso do Goldman, o entusiasmo não se estendeu ao resto do mercado americano, em grande parte devido aos dados de vendas no varejo de março, que revelaram uma contínua tendência de gastos além das previsões.

Este forte consumo impulsionou os rendimentos dos títulos, aplicando pressão negativa sobre os valuations de ações.

O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos aumentou 0,13%, atingindo 4,63%, o nível mais alto desde novembro e marcando o quinto aumento em sete sessões.

Como resultado, o Índice do Dólar dos EUA, que compara o dólar a uma cesta de outras moedas, registrou um aumento de cerca de 5% desde o início de 2024; rendimentos mais altos tornam o dólar mais atrativo.

Para hoje, aguardamos mais resultados corporativos de entidades como Bank of America, Bank of New York Mellon, Johnson & Johnson, Morgan Stanley, United Airlines e UnitedHealth, além de novos dados sobre construção residencial de março.

02:35 — Superando as expectativas

Na China, os índices Shanghai Shenzhen CSI 300 e Shanghai Composite recuaram 0,5% e 1%, respectivamente, apesar dos dados do PIB do primeiro trimestre indicarem um crescimento de 5,3%, superando as expectativas que giravam em torno de 4,8% e mostrando uma aceleração comparada aos 4,8% do trimestre anterior.

Esses números sugerem que a economia chinesa está no caminho para atingir a meta governamental de crescimento de 5% do PIB anual, beneficiada por estímulos e uma melhoria nos gastos do consumidor.

No entanto, outros indicadores econômicos sinalizam que o ímpeto econômico pode estar arrefecendo. A produção industrial em março cresceu menos que o previsto, assim como as vendas no varejo.

Desde o levantamento das restrições pandêmicas no ano passado, a recuperação do país tem sido inconsistente, com a indústria se mantendo relativamente estável enquanto uma prolongada crise imobiliária afeta a confiança dos consumidores.

Para complicar, a União Europeia deu início a uma série de investigações contra práticas comerciais chinesas. O ambiente não é dos melhores.

03:29 — Ainda precisamos saber qual será a resposta

Ontem, discuti bastante neste espaço sobre os impactos dos recentes acontecimentos no Oriente Médio.

Desde então, autoridades militares israelenses reafirmaram a necessidade de Israel responder ao ataque com drones e mísseis do Irã ocorrido no último fim de semana, mesmo diante dos pedidos de autoridades europeias e americanas para que Israel evite uma escalada que poderia levar a um conflito mais extenso.

Ainda assim, prevalece a expectativa de que a resposta de Israel seja moderada.

Por conta disso, nesta manhã, os preços do petróleo registraram queda, aliviados também pela redução das preocupações com a segurança no fornecimento.

Esse sentimento eclipsou os dados positivos sobre o crescimento econômico chinês no primeiro trimestre e as vendas robustas no varejo dos EUA recentemente reportadas.

Uma perturbação significativa na produção ou no transporte de petróleo seria necessária para que os preços atingissem novamente a marca de US$ 100 por barril, cenário que, por enquanto, parece improvável.

Contudo, ainda aguardamos para ver como Israel irá reagir ao ataque do Irã.

04:14 — Outra frente geopolítica

Nos próximos dias, os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul realizarão uma importante reunião em Washington, envolvendo seus principais responsáveis financeiros. Este encontro, marcado para quarta-feira, faz parte de uma iniciativa para enfrentar desafios geopolíticos e econômicos crescentes. Estarão presentes a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, o ministro das Finanças japonês, Shunichi Suzuki, e o ministro das Finanças sul-coreano, Choi Sang-mok.

Os tópicos de discussão incluirão a imposição de sanções contra a Rússia e a Coreia do Norte e o fortalecimento do apoio a países insulares do Pacífico.

Este encontro ocorre em um momento estratégico, logo após os Estados Unidos terem estabelecido novos acordos com a TSMC de Taiwan e expandido parcerias em diferentes setores com o Japão e agora com a Coreia do Sul.

Paralelamente, o aumento na demanda por semicondutores, impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial, tem acelerado a corrida global pela liderança na produção desses componentes essenciais.

A Coreia do Sul, representada pelo presidente Yoon Suk Yeol, anunciou um investimento significativo de US$ 7 bilhões em inteligência artificial e tecnologias de semicondutores até 2027.

A Coreia do Sul, já sendo o segundo maior produtor mundial de chips, atrás apenas de Taiwan — com gigantes como Samsung e Hynix —, viu suas exportações de chips alcançarem o maior volume em quase dois anos, somando 11,7 bilhões de dólares no último mês, o que representa um quinto de todas as suas exportações.

Com esse novo investimento, a Coreia busca aumentar sua participação na produção global de chips de 3% para 10% até 2030, fortalecendo sua posição como um aliado chave dos Estados Unidos no contexto de tensões com a China na região asiática.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista segue a trajetória de altas e abriu a sessão desta terça-feira subindo a 0,28%, aos R$5,1995.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro iniciou a sessão desta terça-feira em alta de 0,08%, aos 125.280 pontos.

BOLETIM FOCUS

Inflação

  • IPCA 2024: saiu de 3,76% para 3,70% (↓)
  • IPCA 2025: foi 3,53% para 3,56 (↑)

Atividade econômica

  • PIB 2024: saiu de 1,90% para 1,95% (↑)
  • PIB 2025: manteve em 2,00% (=)

Câmbio

  • Dólar 2024: foi de R$ 4,95% para 4,97% (↑)
  • Dólar 2025: manteve em R$ 5,00 (=)

Taxa de juros

  • Selic 2024: foi de 9,00% para 9,13% (↑)
  • Selic 2025: permaneceu em 8,50% (=)
FUTUROS DE NOVA YORK

Os índices futuros de Wall Street operam em leve baixa na madrugada desta terça-feira.

Os dois últimos pregões foram de perdas para os investidores enquanto o clima de hostilidades entre Irã e Israel esquenta.

Na agenda do dia, há dados econômicos dos EUA, incluindo sobre produção industrial, balanços de grandes bancos e empresas, e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), inclusive de seu presidente, Jerome Powell.

Confira:

  • S&P 500 futuro: -0,18%
  • Dow Jones futuro: -0,07%
  • Nasdaq futuro: -0,20%
BOLSAS DA EUROPA

As bolsas europeias caem mais de 1% nas primeiras horas do pregão desta terça-feira, em meio a temores sobre os desdobramentos do ataque do Irã contra alvos militares israelenses no fim de semana. Israel promete retaliar.

Os investidores ignoram os números do Reino Unido. 

A taxa de desemprego do Reino Unido subiu para 4,2% no trimestre até fevereiro, ante 3,9% nos três meses até janeiro, segundo dados publicados hoje pelo ONS, o instituto de estatísticas do país. 

O ONS também informou que o salário semanal médio, excluindo-se bônus, mostrou avanço anual de 6% no trimestre até fevereiro, o que representa uma leve desaceleração ante ao ganho de 6,1% registrado no trimestre até janeiro.

As previsões de analistas consultados pelo The Wall Street Journal eram de taxa de desemprego de 4% e avanço salarial de 5,8%.

Confira:

  • DAX (Frankfurt): -1,34%
  • CAC 40 (Paris): -1,35%
  • FTSE 100 (Londres): -1,54%
  • Euro Stoxx 600: -1,47%
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM BAIXA

As bolsas da Ásia fecharam em baixa significativa nesta terça-feira, em meio a persistentes tensões no Oriente Médio e após divulgação de dados econômicos mistos da China.

A aversão a risco prevaleceu diante da expectativa de que Israel responda aos ataques aéreos que sofreu do Irã no fim semana.

A maior preocupação é que uma escalada do conflito no Oriente Médio impulsione o petróleo, alimente a inflação e atrapalhe os planos de grandes bancos centrais de começar a reduzir juros.

Veja como fecharam as bolsas por lá:

  • Xangai: -1,65%
  • Hong Kong: -2,12%
  • Taiwan: -1,38%
  • Tóquio: -1,88%
  • Kospi: -2,28%
PIB DA CHINA CRESCE, MAS VENDAS NO VAREJO E INDÚSTRIA DECEPCIONAM

O PIB da China cresceu 5,3% no primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2023, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês).

O resultado ficou acima das estimativas dos analistas ouvidos pela FactSet, que esperavam crescimento de 4,5%. Porém, o resultado indica uma leve desaceleração em relação aos números do quarto trimestre de 2023.

Naquela época, o PIB do país cresceu 5,5%, na comparação anual.

Já a produção industrial da China subiu 4,5% em março de 2024, na comparação anual. O resultado veio abaixo do esperado por analistas, de avanço de 5,5%.

Do mesmo modo, as vendas no varejo chinês avançaram 3,1% na comparação anual do mês passado, também aquém da projeção de 4,3%.

O QUE ROLOU NOS MERCADOS ONTEM?

O Ibovespa terminou a sessão desta segunda-feira (15) no vermelho, pressionado pelo desempenho dos bancos, que recuaram em meio à crescente aversão ao risco no mercado hoje.

O principal índice de ações da B3 fechou o pregão em baixa de 0,49%, aos 125.333 pontos. Já o dólar à vista avançou 1,25%, aos R$ 5,1852, impulsionado pelo fortalecimento dos yields (rendimentos) dos Treasurys, os títulos de dívida do governo dos EUA.

Por aqui, as ações da BRF (BRFS3) e da Marfrig (MRFG3) foram destaque de alta, impulsionadas pela revisão para cima da recomendação do JP Morgan para os papéis da dona da Sadia e Perdigão.

Já no campo negativo, os papéis cíclicos como a CVC (CVCB3) e o Magazine Luiza (MGLU3) lideraram as quedas do dia, pressionados pelo avanço na curva de juros futuros (DIs). O setor financeiro também foi destaque de baixa hoje.

Ainda esteve no radar o debate sobre a meta fiscal de 2025. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou hoje que o governo definiu a meta do ano que vem como déficit primário zero, assim como o alvo de 2024. Até então, a equipe econômica afirmava buscar um superávit primário de 0,5% do PIB no ano que vem.

No exterior, o pregão terminou sem sinal único. Enquanto as bolsas europeias fecharam mistas, os índices de Wall Street encerraram no campo negativo, diante das especulações em relação ao conflito no Oriente Médio.

Os investidores esperavam desdobramentos intensos do ataque do Irã a Israel durante o fim de semana, especialmente após o chefe das Forças de Defesa israelense, Herzi Halevi, prometer resposta ao ataque realizado no fim de semana.

Confira o que movimentou os mercados nesta segunda-feira (15).

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS: ATAQUE DO IRÃ NÃO FOI TUDO ISSO

Desde o ano passado, venho apontando que as tensões geopolíticas seriam um fator chave em 2024, e isso se materializou dramaticamente no último fim de semana. Em resposta ao ataque de 1 de abril ao consulado iraniano na Síria, o Irã disparou mais de 300 drones e mísseis contra Israel no sábado.

Um porta-voz militar israelense declarou que o país está pronto para fazer "tudo o que for necessário" para se defender. Teerã, por outro lado, ameaçou escalar os ataques em caso de retaliação.

A resposta de Israel ainda é uma grande dúvida.

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Desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, Israel tem enfrentado adversários apoiados pelo Irã em várias frentes, incluindo os Houthis do Iêmen, que têm perturbado o tráfego marítimo no Mar Vermelho, e forças no Líbano, Iraque e Síria.

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