🔴 É HOJE! COMO COMPRAR CARROS COM ATÉ 50% DE DESCONTO NA TABELA FIPE – CONHEÇA A ESTRATÉGIA

Ataque do Irã poderia ter sido muito pior: não estamos diante da Terceira Guerra Mundial — mas saiba como você pode proteger seu dinheiro

Em outubro, após o ataque do Hamas, apontei para um “Kit Geopolítico” para auxiliar investidores a navegar por esse ambiente incerto

16 de abril de 2024
6:17 - atualizado às 10:52
Conflito entre Irã e Israel
Conflito entre Irã e Israel - Imagem: Dall-E

Desde o ano passado, venho apontando que as tensões geopolíticas seriam um fator chave em 2024, e isso se materializou dramaticamente no último fim de semana. Em resposta ao ataque de 1 de abril ao consulado iraniano na Síria, o Irã disparou mais de 300 drones e mísseis contra Israel no sábado.

Um porta-voz militar israelense declarou que o país está pronto para fazer "tudo o que for necessário" para se defender. Teerã, por outro lado, ameaçou escalar os ataques em caso de retaliação.

A resposta de Israel ainda é uma grande dúvida.

  • VOCÊ JÁ DOLARIZOU SEU PATRIMÔNIO? A Empiricus Research está liberando uma carteira gratuita com 10 ações americanas pra comprar agora. Clique aqui e acesse.

Desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, Israel tem enfrentado adversários apoiados pelo Irã em várias frentes, incluindo os Houthis do Iêmen, que têm perturbado o tráfego marítimo no Mar Vermelho, e forças no Líbano, Iraque e Síria.

Resposta da resposta do ataque do Irã

Apesar da intensidade do ataque recente, este não atingiu o nível de catástrofe temido, em parte devido à eficaz defesa israelense e o apoio de aliados como EUA, Reino Unido, França, Alemanha e outros, neutralizando 99% da ofensiva. Aparentemente, até a Jordânia e a Arábia Saudita intervieram em apoio.

Israel sofreu danos mínimos e não houve vítimas. A grande questão agora é como isso afetará a região, a guerra Israel-Hamas, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e as dinâmicas entre as grandes potências globais.

A resposta meticulosamente preparada de Israel ao ataque, que teve natureza mais simbólica que letal, permitiu que o Irã testasse as defesas israelenses, observasse as reações dos aliados de Israel e avaliasse como outras potências e entidades regionais responderiam a um confronto direto.

E o que Israel poderia fazer agora?

O presidente dos EUA, Joe Biden, incentivou o primeiro-ministro israelense, Netanyahu, a "celebrar a vitória" sem retaliação, mas Israel pode ver o ataque recente como uma razão para atacar instalações nucleares ou militares do Irã.

Seria um pesadelo.

Internamente, o gabinete de Netanyahu está dividido, com facções mais agressivas pedindo uma resposta mais forte. Benny Gantz, possível sucessor de Netanyahu, afirmou que Israel determinará a resposta ao Irã de acordo com sua conveniência.

Por outro lado, o ministro da Defesa, Yoav Gallant, sugere que Israel deveria aproveitar o momento para fortalecer alianças estratégicas. 

Após o ataque, Gantz enfatizou a importância de fortalecer cooperações regionais, indicando que, apesar de possíveis ações diretas contra o Irã estarem sobre a mesa, o gabinete pode optar por abordagens alternativas.

Uma excelente opção.

Tensões chegaram no ápice — e não foram além

Além disso, o ataque iraniano desviou a atenção da guerra em Gaza, melhorando a posição de Israel na arena global e reduzindo a pressão interna sobre Netanyahu. Com isso, dada a ausência de vítimas israelenses, o ataque pode ser visto como benéfico para Israel no curto prazo.

No fim das contas, o incidente pode ter representado o ápice das tensões regionais, com uma escalada adicional parecendo menos provável.

Israel mantém seu foco em Gaza, enfrentando o Hamas, enquanto o Irã considera seus objetivos alcançados. Nos EUA, Biden, enfrentando críticas por seu apoio a Israel, pode utilizar o incidente para reforçar seus esforços para prevenir um conflito maior.

Irã X Israel: E o mercado?

É provável que os efeitos nos mercados sejam limitados e temporários. No entanto, existe o risco de que o Irã possa retaliar a futuros ataques israelenses mirando o tráfego marítimo no Golfo Pérsico, o que teria implicações sérias para o fornecimento mundial de petróleo e gás.

Ainda assim, este não é o cenário mais esperado no momento.

Portanto, é essencial manter a calma e não se deixar levar pela histeria propagada pelos meios de comunicação tradicionais.

A menos que haja uma escalada que eleve drasticamente os preços do petróleo, é mais provável que as ações sejam influenciadas pelas notícias sobre lucros empresariais do primeiro trimestre do que pelos eventos do Oriente Médio nas próximas semanas.

Um olhar para além da guerra

Apesar dos preços do petróleo bruto terem aumentado ao longo do ano, com o Brent superando os 90 dólares por barril, devemos lembrar que estes já alcançaram os 120 dólares por grande parte de 2022.

Um retorno a esses níveis seria transformador para a economia global, mas atualmente não há motivos concretos para antecipar essa mudança.

Outras tensões globais também estão em jogo, como a retomada da demanda nos EUA e na China e a disposição dos principais exportadores da Opep+ em manter a estabilidade mundial. Eles já estão limitando a produção e poderiam aumentar a oferta se houver um pico de preços.

Um ataque israelense ao programa iraniano de enriquecimento de urânio poderia elevar o preço do petróleo acima dos 100 dólares, mas uma diminuição das tensões na região poderia rapidamente reduzir os preços para a faixa de 70-80 dólares por barril, impactando significativamente a inflação global e as taxas de juros.

Desdobramentos do ataque do Irã para investimentos

À medida que entramos em uma nova semana, os mercados financeiros estão sob nova pressão geopolítica, especialmente após o recente ataque do Irã a Israel, o qual poderia instigar uma série de retaliações.

Com os investidores já preocupados com a inflação persistente e a perspectiva de taxas de juros altas se mantendo, a crise no Oriente Médio pode intensificar a volatilidade do mercado.

Como falei antes, a questão crucial agora é como Israel responderá ao ataque.

Apesar de uma reação inicial que trouxe algum alívio, demonstrada pela abertura tranquila dos mercados, a incerteza ainda predomina.

Após ataque do Irã, como se preparar

Em outubro, após o ataque do Hamas, apontei para um "Kit Geopolítico" para auxiliar investidores a navegar por esse ambiente incerto, incluindo ativos internacionais que deveriam compor de 15% a 30% de uma carteira total, além de ativos domésticos.

Diante dos recentes desenvolvimentos, manter essa recomendação parece prudente.

  • O analista Matheus Spiess recomenda: em caso de incerteza, proteja sua carteira. Por sorte, existem vários BDRs no mercado capazes de oferecer proteção e ainda GERAR VALOR. A Empiricus Research selecionou os 10 melhores para investir nesse cenário – clique AQUI para conferir a carteira GRATUITAMENTE.

Quanto à liquidez, tanto no Brasil quanto nos EUA, manter posições em caixa é uma estratégia segura. Além disso, não podemos esquecer do ouro, que tem se valorizado desde a minha última recomendação.

As criptomoedas, apesar de sua recente volatilidade, também devem ser consideradas, mesmo que em menor proporção, especialmente com a proximidade do evento de "halving".

Finalmente, incluir o petróleo, como por meio de ETF no exterior, por exemplo, parece sensato. Todas essas posições têm se mostrado eficazes desde que foram recomendadas inicialmente.

Diante das incertezas globais, manter um portfólio que inclua esse conjunto de ativos, de forma complementar e ajustada ao perfil de risco do investidor, com diversificação adequada e as devidas proteções, continua sendo uma abordagem prudente.

Compartilhe

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dez anos de “O Fim do Brasil”

20 de maio de 2024 - 20:01

Dez anos de lançamento de “O Fim do Brasil” e, afinal, a que fim chegou a economia do Brasil? Estamos em queda livre em direção ao pior?

Especial IR

Me mudei para Portugal, mas não entreguei a Declaração de Saída Definitiva do País; como regularizar a situação?

18 de maio de 2024 - 8:00

Documento serve para encerrar as obrigações fiscais do contribuinte no Brasil, mas este leitor não a entregou e agora recebeu uma herança

SEXTOU COM O RUY

A Petrobras (PETR4) desabou mais uma vez: surge uma barganha na bolsa com dividendos bilionários?

17 de maio de 2024 - 6:04

Nas últimas várias trocas no comando da Petrobras, não tivemos grandes mudanças no dia a dia da companhia, o que inclusive permitiu ótimos pagamentos de dividendos nos últimos anos, mesmo com CEOs distintos — será que agora também vai ser assim?

CRYPTO INSIGHTS

Os sinais favoritos para entender o curto prazo do bitcoin (BTC)

14 de maio de 2024 - 19:17

A tendência macroeconômica é de expansão de liquidez, e os indicadores de curto prazo que mais gosto estão favorecendo a tese de que estamos próximos do fundo local para a mais recente correção do mercado

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Vai piorar antes de melhorar? Milei começa a arrumar uma Argentina economicamente destruída

14 de maio de 2024 - 6:01

Em poucos meses, Milei conseguiu diminuir inflação, cortar os juros e aumentar reservas do Banco Central da Argentina, mas custo social é alto

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: O real vai morrer aos 30?

13 de maio de 2024 - 20:01

A decisão do Copom na semana passada foi inequivocamente ruim. Quando você tem um colegiado dividido entre os “novos” e os “velhos”, alimentam-se os piores medos. O Copom deveria saber disso.

Especial IR

Dúvidas cruéis sobre declaração de ações no IR: isenção, retificação, mudança de ticker, prejuízos e investimento no exterior

11 de maio de 2024 - 8:00

A Dinheirista responde algumas das suas dúvidas mais cabeludas sobre como declarar ações no imposto de renda

SEXTOU COM O RUY

Bolsa barata não basta: enquanto os astros locais não se alinham, esses ativos são indispensáveis para a sua carteira

10 de maio de 2024 - 6:07

Eu sei que você não tem sangue de barata para deixar todo o patrimônio em ações brasileiras – eu também não me sinto confortável em ver os meus ativos caindo. Mas há opções para amenizar as turbulências internas.

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Selic — uma decisão com base em dados, não em datas

8 de maio de 2024 - 16:42

Hoje em dia, ao que parece, tudo tem que terminar cedo, e bebidas alcoólicas são proibidas. Por conseguinte, os debates deram lugar a decisões secas e comunicados pragmáticos

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Divididos entre o conservadorismo salutar e a cautela exagerada, Copom e Campos Neto enfrentam um dilema

7 de maio de 2024 - 6:18

Os próximos passos do Copom dependem, em grande medida, da reação da economia norte-americana à política monetária do Fed

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar