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MOVIMENTAÇÕES SOB SUSPEITA

Bolsonaro diz que usou R$ 17 milhões da ‘vaquinha do Pix’ para pagar contas e apostar na Mega-Sena; ex-presidente transferiu dinheiro para familiares, assessores e até síndica de condomínio

Bolsonaro distribuiu o dinheiro entre familiares, dona de lotérica e até tenente do Exército em transações apontadas como suspeitas pelo Coaf

Estadão Conteúdo
6 de agosto de 2023
16:31 - atualizado às 20:30
Jair Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro - Imagem: Flickr/Palácio do Planalto

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro afirmou que usou dinheiro de sua conta bancária para pagar despesas da casa e apostar na Mega Sena. As declarações foram feitas para justificar as movimentações identificadas como suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Conforme o jornal O Estado de S. Paulo revelou, Bolsonaro distribuiu diretamente para a própria família parte dos R$ 17,1 milhões que arrecadou via Pix. Só para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foram feitos 10 pagamentos para a ex-primeira-dama que somaram R$ 56.073,10.

As suspeitas entraram na mira da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro.

O Coaf apontou que as transferências foram feitas entre 1º de janeiro e 4 de julho e "provavelmente possuem relação" com a campanha de arrecadação promovida por aliados para pagar despesas do ex-presidente, que ficou inelegível na Justiça Eleitoral e teve bens bloqueadas por não pagar multas.

Pelo Twitter, Bolsonaro afirmou que as despesas para os familiares ocorreram antes da campanha do Pix. Os pagamentos para Michelle foram "para despesas diversas dela, das 2 filhas e da casa", de acordo com post do ex-presidente.

O político ainda lembrou receber mensalmente o valor de duas aposentadorias mais uma remuneração do PL, partido do qual foi nomeado presidente de honra após perder a eleição para a Presidência da República do ano passado para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os pagamentos feitos por Bolsonaro foram destacados pelo Coaf como parte das suspeitas de "burla fiscal e lavagem de dinheiro", na avaliação dos analistas do órgão.

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Bolsonaro não explicou todas as transferências

Bolsonaro não explicou as transferências feitas para a síndica do condomínio onde o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, mora em Brasília.

Leda Maria Marques Cavalcante foi a pessoa que mais recebeu pagamentos entre janeiro e julho, com seis transferências que somaram R$ 77.994.

O Coaf, órgão responsável por comunicar às autoridades indícios de lavagem de dinheiro, também citou como suspeitos 7 pagamentos, que somam R$ 14.268,04, para a Casa Lotérica Jonatan e Felix LTDA. A empresa, localizada em Eldorado, no interior de São Paulo, está em nome de Angelo Guido Bolsonaro, irmão do ex-presidente.

Bolsonaro alegou que os pagamentos foram feitos para um sobrinho que trabalha na lotérica. "A maioria dos depósitos são múltiplos do valor da aposta de 7 números da Mega Sena. Por duas vezes, fiz a quadra nos últimos meses, daí, na contabilidade, os valores não múltiplos."

Também aparecem como destinatários de repasses de Jair Bolsonaro o tenente do Exército Osmar Crivelatti. O militar recebeu um valor total de R$ 11.543,94 do ex-presidente nesse período, em 29 transferências.

"Esse senhor não é parente meu, ele é um dos meus assessores, desde 01/janeiro, lotado na cota de 'ex-presidente'. O mesmo, por vezes, honra despesas minhas e eu o reembolso via PIX", afirmou Bolsonaro.

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