🔴 SÉRIE EMPIRICUS IN$IGTS: +100 RELATÓRIOS CORTESIA – LIBERE GRATUITAMENTE

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Carteira recomendada

O que comprar na renda fixa em janeiro: título do Tesouro Direto é destaque da carteira da Genial, que inclui também LCA de bancão

Analistas apostam nos títulos indexados à inflação com vencimentos de até cinco anos, não apenas para o mês, como para o ano; veja todas as recomendações

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
12 de janeiro de 2024
12:11 - atualizado às 12:15
inflação renda fixa juros altos investimentos
Imagem: Freepik/Montagem: Julia Shikota

Os ativos de renda fixa indexados à inflação têm tudo para ser as estrelas de 2024 nesta classe de ativos, de acordo com analistas e gestores que acompanham este mercado, como já mostramos nesta reportagem da série Onde Investir.

Depois da grande valorização dos prefixados no ano passado, com a descompressão da curva de juros nominais no país, os especialistas acreditam que esse tipo de investimento perdeu grande parte da sua atratividade.

A curva de juros reais (acima da inflação), entretanto, ainda não viu tanto alívio, o que deve vir neste ano, com o início do afrouxamento monetário nos Estados Unidos e a continuidade da queda da Selic no Brasil – talvez até com mais intensidade que o esperado.

Este cenário abre caminho para uma valorização dos títulos de renda fixa indexados à inflação, e é por esta razão que eles são a grande estrela da primeira carteira recomendada de renda fixa do ano da corretora Genial Investimentos.

"A classe de ativos que mais gostamos no universo da renda fixa são os títulos atrelados à inflação, por avaliar que o movimento de queda na inflação implícita ter acontecido em grande parte por queda nos juros nominais, que no relativo perdeu atratividade", diz o relatório da Genial, assinado pelos analistas Andre Fialho e Felipe Mattar.

Tesouro IPCA+ de 5 anos: o preferido

Neste universo, o ativo preferido da corretora é um título do Tesouro Direto com vencimento em cinco anos, o Tesouro IPCA+ 2029, que hoje está pagando um retorno de 5,30% ao ano + IPCA, ao fim do prazo. E não apenas para janeiro, mas para 2024 como um todo.

Para os analistas, o corte de juros nos EUA deve começar no fim do primeiro trimestre e pode levar o Banco Central brasileiro a cortar a Selic mais do que o esperado, o que beneficiará os títulos indexados à inflação com prazo de cinco anos.

"Em nossa visão os títulos mais longos estão com pouco prêmio, pois é apenas uma questão de tempo para o mercado focar com mais detalhe no problema fiscal, especialmente porque haverá eleição municipal em outubro, que será o primeiro teste para a administração e sua intenção de se reeleger em 2026, e isso pode gerar um stress maior no trecho longo da curva", escrevem Fialho e Mattar.

Investimentos indexados ao CDI continuam atrativos

Dado que a Selic e o CDI permanecem elevados, investimentos pós-fixados indexados às taxas de juros continuam atrativos, na visão da Genial, pois ainda remuneram acima da inflação.

Os analistas projetam um CDI médio de 10% para 2024, com uma inflação por volta de 4%, o que resulta num retorno real de 6% com baixo risco.

"A alocação em ativos indexados ao CDI segue tendo relevância para um portfólio equilibrado. Além disso, a liquidez da classe facilita rotação para a bolsa por exemplo, movimento visto fortemente nestes últimos meses", diz o relatório.

A carteira recomendada de renda fixa para janeiro

Esse tipo de ativo é representado na carteira recomendada de renda fixa da Genial pela Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) do BTG Pactual, incluída na seleção para o mês de janeiro.

O título com vencimento em um ano está pagando 92% do CDI e é uma maneira de o investidor manter "exposição a um banco sólido e com baixo risco de crédito".

Foram retirados da carteira os ativos prefixados de vencimento curto, uma vez que os juros futuros de prazos mais curtos já projetam uma Selic de 9% ao final de 2024, o que na visão da Genial está próximo do que o BC deve entregar neste ano.

O relatório frisa, no entanto, que trocas na carteira não representam uma necessidade de venda dos ativos que foram retirados.

ONDE INVESTIR EM 2024: AÇÕES, RENDA FIXA, DIVIDENDOS, FIIS, BDRs E CRIPTOMOEDAS - INDICAÇÕES GRÁTIS

Troca de debêntures

A Genial retirou da carteira as debêntures de PRIO (ex-PetroRio) e Copel e incluiu a debênture incentivada de MetrôRio e o ETF de renda fixa B5P211.

A debênture da empresa responsável pela operação do Metrô da cidade do Rio de Janeiro vence em dezembro de 2031 e paga juros semestrais. Sua remuneração até o vencimento atualmente é de 7,30% ao ano + IPCA, isento de imposto de renda.

Já o B5P211 é um ETF (fundo de índice com cotas negociadas na bolsa) atrelado a um índice composto por títulos públicos com vencimentos de até cinco anos.

Segundo a Genial, assim como o Tesouro IPCA+ 2029, esses dois ativos vão ao encontro da sua preferência por ativos de juro real de vencimento mais curto. "E ambas se equilibram dentro do patamar de duration que acreditamos ser o sweet spot da curva de juros reais", escrevem os analistas.

Carteira recomendada de renda fixa da Genial para janeiro

AtivoRetorno anual no vencimentoTributaçãoClassificação de risco
Título público Tesouro IPCA+ 20295,30% + IPCADe 22,5% a 15% (tabela regressiva)-
Debênture do MetrôRio7,30% + IPCAIsenta de IRbrAA+
ETF B5P2115,61% + IPCADe 15%-
LCA do Banco BTG Pactual92% do CDIIsenta de IRAAA
Fonte: Genial Investimentos

Compartilhe

ALTERNATIVA AO PRO SOLUTO

Meu CRI, Minha Vida: em operação inédita, Opea capta R$ 125 milhões para financiar imóvel popular de clientes da MRV

16 de abril de 2024 - 17:27

A Opea Securitizadora e a fintech EmCash acabam de anunciar a emissão do primeiro CRI voltado ao financiamento de unidades lançadas pela MRV dentro do programa habitacional do governo federal

Para onde ir?

Onde investir na renda fixa após tantas mudanças de regras e expectativas? Veja as recomendações das corretoras e bancos

16 de abril de 2024 - 13:03

Mercado agora espera que corte de juro seja menos intenso, e mudanças nos títulos isentos ocasionou alta da demanda por debêntures incentivadas, com queda nas taxas; para onde a renda fixa deve ir, então?

Mordida do Leão

O risco do Tesouro Direto que não te contaram (spoiler: tem a ver com inflação e imposto de renda)

15 de abril de 2024 - 6:04

Mordida do Leão sobre o Tesouro IPCA+ ocorre não só sobre o retorno real do título, mas também sobre a variação da inflação; e isso tem implicações para o investidor

O BRILHO DAS ISENTAS DE IR

A vez da renda fixa: Debêntures impulsionam mercado de capitais no 1T24 após “fim da farra” das LCIs e LCAs 

11 de abril de 2024 - 18:46

A captação do mercado de capitais chegou ao recorde de R$ 130,9 bilhões entre janeiro e março deste ano, impulsionada pelas ofertas de renda fixa

Mudança nas regras

Está faltando papel? Emissões de LCIs e LCAs caíram pela metade depois de aumento do prazo de carência

5 de abril de 2024 - 14:35

Levantamento do JP Morgan mostra queda anual de 40% nas novas emissões de LCIs e LCAs e baixas de 50% a 60% desde aprovação das novas regras; estudo da XP também mostra impacto das medidas na emissão de CRIs e CRAs

Em busca da isenção perdida

Debêntures incentivadas viraram o porto seguro da isenção de IR, mas ainda valem a pena?

4 de abril de 2024 - 6:36

Títulos de dívida emitidos por empresas estão entre os melhores investimentos do ano, com alta de mais de 3,50%; em 12 meses, ganhos ultrapassam 18,50%. Mas depois de toda essa valorização, taxas continuam atrativas?

Oportunidade

Mesmo com a Selic em queda, taxas do Tesouro Direto subiram e voltaram aos níveis de outubro de 2023; vale a pena investir agora?

21 de março de 2024 - 6:00

Títulos públicos mais longos acumulam queda neste início de ano; no caso do Tesouro IPCA+ remuneração voltou a se aproximar dos 6% ao ano mais inflação

Rumo a um dígito

Quanto rendem R$ 100 mil na poupança, no Tesouro Direto e em CDB com a Selic em 10,75%?

20 de março de 2024 - 19:30

Banco Central cortou a taxa básica em mais 0,50 ponto percentual nesta quarta; veja como a rentabilidade dos investimentos conservadores deve reagir

Renda fixa isenta

Sem IR e com dividendos: gestora do Nubank faz oferta pública de cotas do Nu Infra (NUIF11), seu fundo de debêntures incentivadas

18 de março de 2024 - 10:31

Objetivo da Nu Asset é captar R$ 150 milhões para seu fundo de crédito privado focado em infraestrutura

Renda fixa do mês

Itaú BBA e Santander indicam títulos do Tesouro Direto para março; BTG recomenda títulos isentos de imposto de renda

11 de março de 2024 - 16:30

Pós-fixados e indexados à inflação são as escolhas entre os títulos públicos; entre os privados, debêntures incentivadas, CRI e CRA

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar