🔴 É HOJE! COMO COMPRAR CARROS COM ATÉ 50% DE DESCONTO NA TABELA FIPE – CONHEÇA A ESTRATÉGIA

Camille Lima
Camille Lima
Repórter no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.
ELE MERECE?

Tesla pede a acionistas que votem para aprovar pagamento de US$ 56 bilhões a Elon Musk barrado pela Justiça; entenda o caso

O bônus ao bilionário foi aprovado em 2018, mas o Tribunal de Delaware barrou o pacote após uma extensa disputa judicial entre um dos acionistas da Tesla e o CEO da companhia

Camille Lima
Camille Lima
17 de abril de 2024
13:17 - atualizado às 12:03
Elon Musk preocupado. Ao fundo, a Tesla
Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota

Enquanto as ações da Tesla (TSLA) amargam uma desvalorização de quase 40% em Wall Street em 2024, a montadora de veículos elétricos tenta outra vez aprovar o pagamento de um bônus multibilionário a seu fundador Elon Musk.

Meses após o Tribunal de Delaware barrar o pacote salarial do executivo, a companhia apelou aos acionistas nesta quarta-feira (27) para que decidam outra vez sobre a bolada de US$ 56 bilhões — equivalente a R$ 293,45 bilhões, nas cotações atuais —, o maior pacote salarial da história corporativa dos Estados Unidos.

Segundo a Tesla, a decisão judicial de considerar o bônus de Musk como ilegal criou um “problema fundamental para a empresa”.

“Estamos vindo até você agora para que você possa ajudar a resolver esse problema — o que é uma questão fundamental de justiça e respeito ao nosso CEO. Você tem a chance de restabelecer seu voto e fazê-lo valer. Pedimos que você faça sua voz ser ouvida — mais uma vez —  votando para aprovar a ratificação do plano de compensação de Elon para 2018”, escreveu a Tesla, em documento enviado à SEC, a CVM norte-americana.

De acordo com o documento, a decisão dos acionistas deve acontecer na reunião anual de 2024 da companhia, marcada para 13 de junho.

Na reunião, os investidores ainda deverão votar sobre uma possível transferência da empresa para fora de Delaware, com uma potencial migração para o Texas. 

É importante lembrar que o anúncio acontece poucos dias após notícias de que a empresa de Elon Musk pretende demitir cerca de 10% de sua força de trabalho — equivalente a cerca de 14 mil funcionários, segundo a Reuters.

A Tesla ainda enfrenta uma forte desvalorização em 2024. A companhia — que outrora ocupou lugar entre as empresas mais valiosas do planeta, avaliada em mais de US$ 1 trilhão ao fim de 2021 — perdeu 17% de seu valor de mercado desde o início do ano, que atualmente é estimado em US$ 492 bilhões (R$ 2,57 trilhões).

O bônus de Elon Musk

O bônus multibilionário de Elon Musk foi aprovado em 2018, na maior remuneração salarial da história do EUA.

O pacote da Tesla vinculava a compensação às metas de desempenho e lucratividade da companhia para calcular o valor que deveria ser recebido por Elon Musk — e que conferia ao executivo o direito de comprar até 304 milhões de ações da empresa a um preço fixo de US$ 23,34 por papel.

O bônus foi aprovado por 73% dos acionistas na votação da época, desconsiderando o próprio fundador da empresa. 

Porém, um dos investidores da companhia, Richard Tornetta, classificou a medida como um pagamento excessivo e entrou com um processo judicial contra o CEO.

A ação se estendeu até o início deste ano, quando um juiz de Delaware decidiu bloquear o pagamento por entender que o bônus não era justo com os demais acionistas da empresa — esses mesmos investidores que votaram “sim” para a bolada a Elon Musk anos atrás.

Na decisão, a Justiça afirmou que o acordo de compensação recorde era “profundamente falho” e com uma quantia “inimaginável”.

Além disso, o Tribunal de Delaware decidiu que o acionista Richard Tornetta provou que Musk “controlava a Tesla” e que os extensos laços do CEO com os funcionários colaboraram para a definição do valor.

  • VOCÊ JÁ DOLARIZOU SEU PATRIMÔNIO? A Empiricus Research está liberando uma carteira gratuita com 10 ações americanas pra comprar agora. Clique aqui e acesse.

O que diz a Tesla

Para a Tesla, a decisão judicial de barrar o bônus de Elon Musk vai contra a “sabedoria do julgamento” da companhia e de seus acionistas, além de ir na contramão de como o direito societário “deveria funcionar”.

“Como o Tribunal de Delaware questionou a decisão, Elon não foi pago por nenhum de seus trabalhos para a Tesla nos últimos seis anos que tenham ajudado a gerar crescimento significativo e valor para os acionistas. Isso nos parece — e aos muitos acionistas de quem já ouvimos — como fundamentalmente injusto e inconsistente com a vontade dos acionistas que votaram a favor”, escreveu a empresa.

Relembrando, Elon Musk atualmente é considerado o 3º homem mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 183 bilhões (R$ 958,9 bilhões) pela Forbes.

De acordo com a Tesla, o pacote salarial de 2018 de Elon Musk exigia que o bilionário proporcionasse um “crescimento transformador e sem precedentes” para receber qualquer remuneração. 

“Em 2018, pedimos crescimento e conquistas inacreditáveis. Elon cumpriu: Os acionistas da Tesla beneficiaram de um crescimento sem precedentes sob a liderança de Elon e a Tesla cumpriu cada uma das metas do pacote salarial do CEO para 2018.”

Segundo a empresa, o pacote de remuneração de Musk ainda possuía uma cláusula que exigia que o CEO mantivesse todas as ações por cinco anos — o que significaria que ele “continuaria a ser motivado para inovar e impulsionar o crescimento da Tesla porque o valor de suas ações depende disso”, afirmou a empresa.

*Com informações de CNBC e The New York Times.

Compartilhe

AVAL DOS MUNICÍPIOS

Sinal verde para privatização: Municípios de SP aprovam “último passo” para desestatizar a Sabesp (SBSP3)

20 de maio de 2024 - 18:47

No passo final do processo de desestatização, centenas de prefeitos de São Paulo assinaram um contrato unificado com a companhia de saneamento

DE OLHO NAS REDES

Interferência na Petrobras ainda vai longe? Os planos de Lula para a empresa não agradam nem um pouco o mercado — e agora? 

20 de maio de 2024 - 18:11

Os ruídos dentro na Petrobras (PETR4) não são de agora e a principal preocupação do investidor de PETR4 é a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na estatal.  Enquanto o governo quer que a estatal faça cada vez mais investimentos, o mercado enxerga que isso pode ser um perigo, dado o risco de […]

ENTENDA O IMBRÓGLIO

Vibra (VBBR3) compra seu edifício-sede no Rio, mas transação causa impasse para investidores de CRI e fundos imobiliários

20 de maio de 2024 - 17:02

Não se trata de um calote como os vistos no mercado de CRI no ano passado, mas sim de uma situação muito mais complexa do ponto de vista jurídico

MAIOR CAUTELA

Fusão entre Petz (PETZ3) e Cobasi anima analistas — mas esse bancão ainda vê potencial de alta limitado para ações

20 de maio de 2024 - 16:02

Bank of America elevou o preço-alvo dos papéis da Petz nesta segunda-feira (20), mas manteve recomendação neutra; entenda

DE OLHO NO AGRO

Como ficam as ações das empresas do agronegócio na B3 que atuam no RS após a tragédia climática no Estado?

20 de maio de 2024 - 6:22

Para analistas, empresas como Camil (CAML3) e 3tentos (TTEN3) podem compensar eventuais perdas com a alta dos preços em razão da restrição da oferta

UNIÃO DA MODA

Fusão da moda: Arezzo (ARZZ3) e Grupo Soma (SOMA3) acertam termos e condições para incorporação que criará gigante do varejo

19 de maio de 2024 - 9:03

De acordo com as informações mais recentes dos respectivos balanços, as empresas, juntas, faturam algo em torno de R$ 12,765 bilhões

CRISE NA ESTATAL

Justiça nega pedido por assembleia na Petrobras (PETR4) que atrasaria posse de Magda Chambriard

18 de maio de 2024 - 17:02

Em sua reclamação na Justiça, o deputado do Novo alega que, eventualmente reconhecida a queda do CA em efeito dominó após a saída de Prates

QUASE 10 ANOS DEPOIS

Vale (VALE3), BHP e Samarco fazem nova proposta de R$ 127 bilhões para compensar tragédia em Mariana, mas acordo não deve evoluir agora

18 de maio de 2024 - 14:44

Valor de R$ 127 bilhões oferecido na última proposta, do final de abril, foi mantido, mas as empresas retomariam agora obrigações que tinham ficado de fora

SUBIU, DESCEU

Volta da febre das “meme stocks”: GameStop cai quase 20% em um único pregão, mas fecha semana com ganhos de 23%

18 de maio de 2024 - 13:26

Também pressionaram os papéis da mais famosa “ação meme” a divulgação de dados trimestrais preliminares da empresa

Dá o play!

Óleo no chope da bolsa: como ficam seus investimentos após mais uma intervenção na Petrobras (PETR4)

18 de maio de 2024 - 11:00

O podcast Touros e Ursos recebeu Karina Choi, sócia da Cordier Investimentos, para comentar os possíveis impactos da decisão do presidente Lula de demitir Jean Paul Prates da presidência da estatal

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar