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O problema das três… Camadas? Entenda o que são e por que você deveria olhar para as L3s, nova tecnologia do mercado de criptomoedas

A nova discussão do momento é a Camada 3 (ou L3s), que representam uma evolução no desenvolvimento de soluções de escalabilidade no ecossistema blockchain

9 de abril de 2024
16:42 - atualizado às 10:21
Camada 1, Camada 2 e Camada 3: as várias camadas de uma blockchain
Camada 1, Camada 2 e Camada 3: as várias camadas de uma blockchain - Imagem: Dall-E

Saudações! Marcello Cestari novamente aqui e escrevendo para vocês, agora sobre tecnologias de Camada 3 (ou L3s).

Para aqueles que não me conhecem, sou o trader e analista responsável por todos os fundos de criptoativos na Empiricus Gestão. Além do trabalho na gestora, regularmente produzo conteúdo e análises aprofundadas sobre o mercado de criptoativos em meu Instagram @cestari.crypto e escreverei mais vezes aqui nos insights, qualquer comentário, feedback ou dúvida podem me procurar no Instagram sem problema algum.

Após a atualização Dencun da Ethereum (explicamos tudo sobre essa atualização no Crypto Insights), com taxas reduzidas na maioria das L2s, todos estão pensando no que vem a seguir.

Terceira camada (L3)

A nova discussão do momento é a Camada 3 (ou L3s). Elas  representam uma evolução no desenvolvimento de soluções de escalabilidade no ecossistema blockchain.

Em contraste com as Camadas 1 e 2, que abordam principalmente a segurança e a eficiência básica de transações, as L3s são projetadas para fornecer ambientes altamente especializados e adaptados a casos de uso específicos dentro do blockchain.

Elas são conhecidas como appchains e oferecem uma ampla gama de funcionalidades, desde aplicativos corporativos de blockchain até plataformas de jogos, proporcionando maior flexibilidade e personalização.

Appchains são blockchains especializadas projetadas para aplicativos específicos. Em outras palavras, é uma blockchain dedicada que atende apenas a um aplicativo específico, na qual ela é mais personalizada para esse caso específico.

Como as L3s funcionam

Além disso, as L3s prometem expandir as funcionalidades dos L2s, permitindo ecossistemas mais especializados e adaptados a necessidades específicas.

Elas têm o potencial de se tornarem hubs para diferentes casos de uso, como entretenimento, finanças descentralizadas (DeFi), redes sociais descentralizadas (Dapps) e muito mais.

Por exemplo, enquanto algumas L3s podem ser otimizadas para jogos, outras podem ser focadas em transações financeiras seguras ou em comunidades sociais específicas.

As camadas 1, 2 e 3 funcionando juntas

As camadas 1 são as bases do blockchain, onde os blocos são adicionados e as transações são finalizadas. No entanto, elas enfrentam o trilema do blockchain, tendo que equilibrar entre escalabilidade, descentralização e segurança.

Blockchains como Bitcoin e Ethereum priorizam descentralização e segurança em detrimento da escalabilidade, resultando em baixas velocidades de transação à medida que o número de usuários aumenta.

As camadas 2 surgem para resolver o problema de escalabilidade, oferecendo soluções de escalonamento vertical fora da cadeia que rodam sobre as camadas 1. Elas proporcionam transações mais rápidas e taxas de gás mais baixas.

E por fim...

Por fim, na teoria as camadas 3 são protocolos avançados construídos sobre as soluções existentes da camada 2, oferecendo interoperabilidade e funcionalidades específicas de aplicativos.

Elas são altamente personalizáveis e podem atender às necessidades específicas dos desenvolvedores, como privacidade e suporte para alto volume de transações, mantendo a segurança herdada da blockchain da camada 1.

Atualmente, a maioria das camadas 3 é construída sobre o Ethereum, enquanto blockchains como o Bitcoin ainda não são adequados para hospedar aplicativos da camada 3.

Fonte: Coingecko

Camada 3: aplicações práticas

Um caso de uso para explicar a Camada 3 são os jogos de blockchain. Ao operar na Camada 3, em tese ela permite que o aplicativo funcione em uma blockchain dedicada que permite que as transações lidem com um volume muito maior de transações em velocidades rápidas.

Isso é importante para aplicativos de jogos, para ajudar desenvolvedores a manter uma experiência de jogo perfeita para os usuários.

Na perspectiva das camadas 3, um exemplo é a Apechain da Yuga Labs, empresa por trás do renomado projeto NFT, Bored Ape Yacht Club (BAYC). Eles anunciaram a implementação da L3, Apechain, utilizando a Arbitrum Orbit (uma estrutura para lançar L3s).

Essa iniciativa permite que eles estabeleçam um ambiente específico e adequado para seu metaverso e jogos, como o Otherside, enquanto proporciona um novo caso de uso para o token APE.

No entanto, a eficácia dessas transições ainda está em questão, não ficando claro se representam inovação significativa ou são simplesmente esforços para manter a relevância.

Atualmente, a Camada 3 ainda está em fase de desenvolvimento e à medida que estas redes ganham força, elas mostram o potencial da tecnologia para adoção generalizada e provocam um debate sobre as suas implicações para o valor e a dinâmica de segurança do ecossistema da Ethereum.

  • LEIA TAMBÉM: Empiricus Research faz transmissão gratuita dias antes do halving do Bitcoin para explicar o que está em jogo para o criptomercado; assista aqui

Nem todos empolgados com a Camada 3

Segundo Vitalik Buterin, as L3s oferecem reduções em alguns custos operacionais para a movimentação de fundos para dentro e para fora destas camadas, mas existem melhores maneiras do que as L3s para escalar.. 

Outros críticos, como o CEO da Polygon Labs , argumentam que os L3s podem diluir o valor fundamental do Ethereum e contribuir para a centralização.

Fonte: Twitter | Marc Boiron

Como comentei, as L3s ainda estão em desenvolvimento e apesar de serem inovadoras, toda essa teoria de personalização combinada com escalabilidade pode ou não se concretizar.

Além disso, embora as L3s possam não ser a forma como escalamos a longo prazo, podem ser a forma como escalamos no curto prazo.

Variações semanais (01/04/24 a 08/04/24) 

🪙 Bitcoin (BTC)

Preço: US$ 71.692| Var. +2,90%

🪙 Ethereum (ETH)

Preço: US$ 3.684| Var. +5,68%

🌐 Dominância Bitcoin: 54,24% (Var. +0,37%)

* dados referentes ao fechamento em 08/04/24

Tópicos da semana 

  • A FTX vendeu cerca de US $1,9 bilhão em Solana (SOL) a US $64 cada: totalizando dois terços de seu lote de SOL no valor de aproximadamente US $2,6 bilhões, em uma tentativa de liquidar sua dívida. A Galaxy Trading criou um fundo de US $620 milhões para adquirir Solana (SOL) descontado da FTX, enquanto atrasos na venda ocorreram devido ao interesse significativo dos compradores. Com um total de 41 milhões de SOL bloqueados, avaliados em cerca de US $7,5 bilhões, a FTX enfrenta esforços contínuos dos investidores para adquirir parte de suas holdings de Solana desde seu colapso em novembro de 2022. A Solana, atualmente negociada a US $180.
  • Ripple entra na briga de stablecoin vs. Tether, USDC: A empresa de blockchain empresarial Ripple está criando uma stablecoin atrelada ao dólar americano. Ele será nativo do XRP Ledger e apoiado por títulos do tesouro do governo de curto prazo, depósitos em dólares e equivalentes de caixa. A empresa espera que esses ativos "sólidos" e a transparência a diferenciem de outros emissores de stablecoin. A stablecoin será lançada ainda este ano. 
  • Coinbase é inocentada em processo sobre transações de cripto: O Tribunal de Apelações dos EUA para o Segundo Circuito confirmou que a Coinbase não violou a Lei de Bolsa de Valores ao se envolver em vendas secundárias de criptomoedas. Este caso foi relacionado a um processo de usuários da Coinbase acusando a plataforma de vender títulos não registrados e violar leis relacionadas e não o recente caso da SEC alegando que eles são uma bolsa de valores e corretora não licenciada. O tribunal decidiu que, sem um contrato que possa ser rescindido, não há violação da Lei de Câmbio, o que significa que negociar criptomoedas na Coinbase não constitui negociação de valores mobiliários. 
  • dYdX lança staking líquido: A Stride fez uma parceria com a dYdX para lançar um sistema de staking líquido de um clique para tokens dYdX. O sistema automatiza a composição de recompensas USDC em dYdX e distribui tokens apostados entre validadores para fortalecer a segurança da rede. 

Gráfico da semana

Faltando aproximadamente 10 dias para o halving, o mercado se anima com essa notícia. Comentei sobre minha visão sobre o halving em um dos Crypto Insights passados. Todavia, abaixo mostra a quantidade de bitcoins emitidos para mineradores por bloco minerado durante toda a história de vida do bitcoin.

Recompensa por bloco minerado de bitcoin

Fonte: Bitso

Quando o Bitcoin foi criado, a recompensa por bloco minerado era de 50 bitcoins. No entanto, quando 210.000 blocos são minerados, a recompensa do minerador cai pela metade, e esse evento é chamado de halving do Bitcoin. No momento em que escrevo este texto, a recompensa por bloco minerado é de 6,25 bitcoins e, em aproximadamente 11 dias, essa recompensa passará a ser 3,125 bitcoins.

O halving diminui a taxa de geração de novos bitcoins, o que é significativo porque limita a quantidade de novas moedas que entram em circulação, potencialmente criando escassez e impulsionando os preços.

Por fim, vale salientar que escrevo aqui no Crypto Insights como convidado do time da Empiricus Research, uma vez que faço parte do time da Empiricus Gestão. Mas é sempre um prazer escrever aqui para vocês e agradeço novamente pelo convite. 

Forte abraço,

Marcello Cestari - Instagram: @cestari.crypto

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