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Vale a pena investir em Tesouro IPCA+ mesmo com a Selic em queda?

Leitor está interessado em título do Tesouro Direto, mas teme que, por ser um investimento de renda fixa, seja negativamente impactado pelos juros em queda

23 de março de 2024
7:47 - atualizado às 7:46
A Dinheirista - óculos na nota de 100 reais
Imagem: Shutterstock/Montagem Andrei Morais

A taxa Selic sofreu mais um corte de 0,50 ponto percentual na última semana, passando de 11,25% para 10,75% ao ano.

O ciclo de corte de juros implementado pelo Banco Central brasileiro em meados do ano passado vem reduzindo a remuneração das aplicações de renda fixa.

E embora o investidor brasileiro goste muito dessa classe de ativos, quando a taxa básica está em queda sempre surgem dúvidas sobre a atratividade da renda fixa para além da reserva de emergência.

Existe ainda muito desconhecimento entre os investidores pessoa física brasileiros sobre o funcionamento da remuneração da renda fixa – que pode parecer bastante contraintuitiva para boa parte das pessoas – além da forma como os juros básicos afetam as taxas das aplicações.

Na coluna de hoje, respondemos à dúvida de um leitor sobre se ainda vale a pena investir em títulos públicos indexados à inflação mesmo com a Selic em queda.

Se você também tiver uma dúvida sobre investimentos ou finanças em geral e quiser vê-la respondida neste espaço, basta enviá-la por e-mail para adinheirista@seudinheiro.com ou então por mensagem privada (DM) no perfil @adinheirista no Instagram. Aliás, me segue lá!

Vale a pena aplicar em Tesouro IPCA+ 2029? Terei retorno mesmo com a Selic em queda?

A maioria das pessoas acha que se a taxa Selic cai, automaticamente a renda fixa em geral fica menos atrativa. Mas não é bem assim que acontece.

No caso das aplicações pós-fixadas, isto é, atreladas ao CDI e à Selic, a rentabilidade realmente diminui conforme a Selic cai. É o caso dos títulos Tesouro Selic, do Tesouro Direto.

No caso dos prefixados e dos papéis atrelados à inflação (Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+), não é possível afirmar isso categoricamente, pela forma como são remunerados.

Esses títulos têm parte ou a totalidade da sua rentabilidade prefixada. No caso dos prefixados, você já sabe quanto vai ganhar até o vencimento no momento da compra do título. Por exemplo, na última sexta-feira (22), quem comprasse o Tesouro Prefixado com vencimento em 2027 receberia 10,12% ao ano até o vencimento.

Já no caso dos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+ 2029 mencionado na pergunta, o título paga uma rentabilidade prefixada mais a variação da inflação medida pelo IPCA até o vencimento. Assim, quem comprasse o Tesouro IPCA+ 2029 na sexta-feira receberia 5,73% ao ano + IPCA no fim do prazo.

Essas taxas prefixadas são influenciadas pelos juros futuros, que são as expectativas do mercado para a taxa básica de juros em diferentes datas futuras – como, por exemplo, a data de vencimento dos títulos públicos.

Assim, os juros futuros guardam relação com a Selic, mas é mais com a Selic futura do que com a meta atual, fixada pelo Banco Central. Ou ainda, os juros futuros guardam relação com a trajetória esperada para a taxa Selic.

As taxas dos títulos públicos prefixados e indexados à inflação variam todos os dias de acordo com os juros futuros de mercado – se a perspectiva é de alta nos juros, as taxas sobem; se é de queda, elas caem.

Além disso, os preços desses títulos também variam: quando as taxas sobem, os preços caem, isto é, os títulos se desvalorizam; quando elas caem, os preços sobem, se valorizando.

Para o investidor do Tesouro Direto, porém, esse movimento só afeta quem porventura vende o título antes do vencimento.

Quem fica com o papel até o fim do prazo ganha exatamente a remuneração contratada no momento da compra, independentemente do que acontece com a Selic ou os juros futuros no meio do caminho.

Já quem vende o título antecipadamente deverá fazê-lo a preço de mercado. Assim, se as taxas tiverem subido desde a compra, o investidor resgatará seu papel por um preço menor, registrando um prejuízo; caso as taxas tenham caído, resgatará seu título por um preço mais alto, embolsando um lucro.

Então vale a pena ou não comprar o Tesouro IPCA+ 2029?

Feita essa explicação, vamos à resposta da pergunta. A Dinheirista não pode fazer recomendação de investimentos, mas pode fazer algumas considerações sobre o investimento no título Tesouro IPCA+ 2029:

1 - Como dito acima, a remuneração do Tesouro IPCA+ 2029 no momento está em 5,73% acima da inflação, e apesar das recentes quedas na taxa Selic – e da perspectiva de novos cortes pelo menos até o fim do ano – a taxa deste título tem aumentado, em vez de cair; isso porque os juros futuros até o vencimento subiram em razão de fatores como o risco fiscal brasileiro e a dura política monetária americana, como eu mostrei nesta matéria. Isso significa, por exemplo, que quem tinha esses papéis na carteira viu uma desvalorização dos seus títulos; mas para quem pretende comprar, as rentabilidades até o vencimento ficaram ainda mais atrativas – e os preços, mais baratos.

2 - Uma remuneração próxima de 6% + IPCA é historicamente elevada para um título público indexado à inflação. Rentabilidades acima deste patamar foram vistas nos momentos de mais elevada percepção de risco fiscal da história recente do Brasil. O país ainda não venceu este desafio, mas também não está num momento crítico para o fiscal. Isso significa que há espaço para uma queda nessas taxas futuramente, levando a uma valorização dos títulos, o que beneficiaria o investidor que quisesse vender seus papéis antes do vencimento.

3 - Se a intenção do investidor for ficar com o título até o seu vencimento, em 2029, então ele não precisa se preocupar tanto com essas flutuações de mercado. Ele vai receber, até lá, uma rentabilidade de mais de 5,5% ao ano garantida acima da inflação, o que, para todos os efeitos, não deixa de ser uma remuneração real interessante.

Engravidei e o pai da criança sumiu

Na mais recente edição da Dinheirista em vídeo, respondemos à dúvida de uma mulher que engravidou de um homem casado, que prometeu assumir a criança, mas depois desapareceu.

Engravidei de um homem casado. Ele me prometeu uma casa e pensão certinho, mas não registrou a criança. Agora a esposa descobriu e o perdoou, mas ele sumiu e não fala mais comigo. Estou sem nada. O que posso fazer? Estou no fim da gravidez.

Você pode conferir a resposta completa no vídeo abaixo ou diretamente no canal do Seu Dinheiro no YouTube:

A Dinheirista, pronta para resolver suas aflições financeiras (ou te deixar mais desesperado). Envie a sua dúvida para adinheirista@seudinheiro.com.

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