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Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
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Investir em fiagros compensa? O que esperar dos fundos do agronegócio, um segmento cheio de desafios, mas que continua a crescer

Idalicio Silva, gestor responsável pela estratégia agro da AZ Quest, traça as perspectivas para os fiagros no podcast Touros e Ursos

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
4 de maio de 2024
15:03 - atualizado às 10:49
Máquina em um campo voltado à agropecuária representando os investimentos de um fiagro
Agropecuária - Imagem: Shutterstock

Primos dos fundos imobiliários (FIIs), os fiagros vêm crescendo em popularidade desde que chegaram ao mercado brasileiro em 2021.

Com cotas negociadas em bolsa de valores e rendimentos periódicos normalmente isentos de imposto de renda para a pessoa física, os fundos que investem em imóveis, títulos de renda fixa e participações em empresas ligados ao agronegócio brasileiro vêm caindo no gosto do investidor.

No ano passado, tanto a quantidade de fiagros disponíveis quanto o patrimônio líquido desses fundos dobraram, mesmo quando descontado o ganho que esse mercado teve quando sete grandes Fundos de Investimento em Participações (FIPs) se converteram em fiagros.

Em dezembro de 2023, havia no mercado brasileiro 97 fiagros operacionais, divididos entre os imobiliários – que correspondem a cerca de metade do mercado, sendo os mais representativos –, os de direitos creditórios e os que investem em participações em empresas.

Já o patrimônio líquido chegou a R$ 21,3 bilhões, desconsiderados os sete FIPs convertidos em fiagros, ou R$ 38 bilhões, se contarmos esses grandes fundos.

Os desafios dos fiagros

Mesmo assim, os fiagros ainda são ativos jovens no mercado brasileiro, com fundos relativamente pequenos em patrimônio e número de cotistas – a maioria deles tem até 5 mil investidores.

Mas na sua breve existência, os fundos do agronegócio já começaram a enfrentar seus primeiros desafios: primeiro, episódios de inadimplência de devedores de títulos de crédito das suas carteiras, no ano passado e no início de 2024; e, mais recentemente, com a revisão na trajetória de queda na Selic, que deve ser menos intensa do que o antecipado.

Sem falar num risco inerente ao negócio e que, no último ano, afetou bastante o agro: os eventos climáticos extremos, que ainda não terminamos de ver, como evidencia o calor intenso no Sudeste e as enchentes no Sul do país.

Neste início de ano, os fiagros viram também um desafio na parte da regulação, com a mudança nas regras dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) por parte do Conselho Monetário Nacional (CMN), que limitaram os tipos de emissores e garantias deste tipo de papel que compõe grande parte das carteiras dos fundos do agronegócio.

Para comentar como esses desafios têm afetado (e ainda irão afetar) a indústria de fiagros e traçar as perspectivas para este mercado, o podcast Touros e Ursos convidou, nesta semana, Idalicio Silva, gestor responsável pela estratégia agro da AZ Quest, que conversou comigo e com a repórter Larissa Vitória, que cobre o tema aqui no Seu Dinheiro.

Idalicio, responsável pelos fundos AZ Quest Sole (AAZQ11, listado em bolsa) e AZ Quest Luna (AZQA11), tem uma visão bastante positiva para o setor neste ano e falou sobre as oportunidades que enxerga no agro.

Confira o bate-papo na íntegra neste link ou no tocador abaixo:

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