🔴 RENDA MÉDIA DE R$ 21 MIL POR MÊS COM 3 CLIQUES – SAIBA COMO

Cotações por TradingView
Carolina Gama
PETROLEIRAS NA CARTEIRA?

Por que a decisão do maior cartel de petróleo do mundo emite um sinal perigoso sobre a economia global — e o Brasil pode fazer parte disso

A Opep e seus aliados, grupo conhecido como Opep+, se reuniram nesta quinta-feira (30) e na pauta do encontro estava um corte na produção de cerca de 2 milhões de barris por dia

Carolina Gama
30 de novembro de 2023
16:16 - atualizado às 16:17
Imagem de barril de petróleo sobre notas de dólar
Imagem de barril de petróleo sobre notas de dólar - Imagem: Shutterstock

Os maiores produtores de petróleo do mundo finalmente se reuniram nesta quinta-feira (30) e em jogo estava mais do que um corte de oferta que ajudaria a sustentar os preços da commodity: a decisão daria sinais da saúde da economia global — e o Brasil pode ter envolvimento direto nisso.

A imprensa estrangeira noticiou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados concordaram em reduzir a produção em cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) para o início do próximo ano. 

No entanto, o comunicado oficial não especifica se houve acordo para a diminuição da oferta dos integrantes do grupo conhecido como Opep+ e as cotações passaram a cair. 

Os futuros de petróleo iniciaram o dia com mais de 1% de alta na expectativa de que seriam anunciados hoje cortes voluntários de cerca de 2 milhões de bpd, com a Arábia Saudita estendendo um corte voluntário de 1 milhão de bpd que está em vigor desde julho.

Como a decisão ficou em aberto, os futuros imediatamente passaram a operar em queda. O WTI, usado como referência para o mercado norte-americano, recuava 1,98%, a US$ 76,32 perto de 16h, enquanto o Brent — a referência internacional e também para a Petrobras (PETR4) — caía 0,25%, a US$ 82,89. 

O sinal do corte para a economia global e para você

A discussão do corte de oferta da Opep+ neste momento envia mais do que um sinal de que o cartel quer sustentar os preços da commodity — ela mostra como está a saúde da economia global e influencia as decisões de investidores sobre ter petroleiras na carteira. 

Segundo João Piccioni, analista da Empiricus, era esperado que os preços do petróleo subissem na expectativa de cortes adicionais dos grandes produtores, mas ele lembra que a decisão em si esconderia sinais de alerta importantes. 

“Olhando para os EUA, há uma certa queda no consumo dos combustíveis. O preço da gasolina desabou por lá nos últimos meses, enquanto os estoques estão se avolumando. Há 20 dias, o hub de petróleo estava superestocado e a curva do petróleo mostrou que a entrega para três meses estava mais cara do que a do curto prazo”, diz. 

Piccioni explica que todos esses são sinais de que a economia não está conseguindo absorver a produção de petróleo neste momento. 

“A economia está se afogando e não vai consumir o suficiente neste momento. Desde que a curva mostrou que o petróleo para três meses estava mais caro, as coisas voltaram um pouco, mas só o fato de os sauditas estarem dispostos a cortar 1 milhão de barris por dia da oferta é a prova de que simplesmente não tem demanda para entrega no curto prazo”, afirma. 

Há motivos então para ter petroleiras na carteira? Piccioni diz que sim, mas faz uma ressalva importante para os investidores que querem ter exposição ao setor: fugir da compra da commodity em si e apostar nas empresas com fundamentos específicos. 

“Definitivamente não é um bom negócio comprar a commodity em si — a menos que você seja um exímio trader que opere nas pontas longas e curtas. Mas ter petroleiras na carteira faz sentido. Eu apostaria naquelas que pagam bons dividendos, que conseguem fazem bom hedge e tem um bom fluxo de caixa”, diz. 

VALE (VALE3) ESTÁ COM AÇÕES TÃO BARATAS E DIVIDENDOS TÃO 'GORDOS' QUE ATÉ A EMPRESA ESTÁ COMPRANDO?

Brasil na Opep+?

O comunicado da Opep+ pode não ter indicado claramente qual é o novo compromisso de seus integrantes com os cortes de produção, mas explicitou o convite para que o Brasil faça parte do grupo formado por 23 dos maiores produtores de petróleo do mundo. 

De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério de Minas e Energia, o ministro Alexandre Silveira analisa a proposta, mas não há uma decisão tomada. A Opep+, no entanto, já confirmou a entrada do Brasil no grupo a partir de 2024. 

“A reunião deu as boas-vindas a Alexandre Silveira de Oliveira, ministro de Minas e Energia da República Federativa do Brasil, que aderirá à carta de cooperação da Opep+ a partir de janeiro de 2024”, diz o comunicado do grupo. 

Fontes próximas a Silveira, no entanto, disseram que o ministro não aceitaria um convite para ingressar o Brasil ingressasse apenas na Opep — cujos membros têm obrigações a cumprir, como o aumento ou a redução da produção de petróleo. 

Na Opep+, grupo formado por 23 países entre membros da Opep e aliados, isso não acontece. Entre os aliados que compõem a Opep+ estão, atualmente, países como Rússia, México, Azerbaijão, Bahrein e Malásia. 

Compartilhe

DEPOIS DO BALDE DE ÁGUA FRIA

Mistério revelado? Ata do Fed dá pistas do que pode acontecer com os juros em março

21 de fevereiro de 2024 - 17:27

Os investidores aguardavam o documento para entender o futuro da taxa referencial da maior economia do mundo e já se reposicionaram depois dos novos sinais desta quarta-feira (21)

A VISTA DE BLINKEN

Outro puxão de orelha em Lula? O que o braço direito de Biden disse para o petista em duas horas de conversa e no meio de uma crise

21 de fevereiro de 2024 - 16:11

O chefe da diplomacia norte-americana esteve no Palácio do Planalto em meio à tensão nas relações entre Brasil e Israel; saiba o que foi assunto neste encontro

FUGINDO DA MORDIDA DO LEÃO

Como Jeff Bezos “driblou” impostos para embolsar uma quantia bilionária com a venda de ações da Amazon

21 de fevereiro de 2024 - 14:30

O dono da gigante do varejo eletrônico vendeu agora mais 14 milhões de ações da empresa, levantando US$ 2,4 bilhões com a transação

SEM CÉU DE BRIGADEIRO

Vai desbancar a Airbus? A gigante “Made in China” que pode provocar turbulência na aviação global

20 de fevereiro de 2024 - 19:58

Pequim criou uma empresa de aviação para bater de frente com rivais estrangeiras — e Airbus responde a concorrência à altura

COM OS DIAS CONTADOS

A China vai tombar de vez? O empurrão dos EUA que pode colocar a segunda maior economia do mundo em xeque

19 de fevereiro de 2024 - 19:50

No passado, o governo de Xi Jinping já alertou Washington sobre o “erro histórico” de impor limites à Pequim

SÓ DOR DE CABEÇA

A nova insônia da Argentina: o dado que vai tirar o sono de Javier Milei — e não é a inflação

19 de fevereiro de 2024 - 19:09

O governo já se defendeu dos números que devem trazer mais dor de cabeça para a Casa Rosada

SOB A LUPA EUROPEIA

Mais problemas para o TikTok? Rede social das dancinhas cai na mira da União Europeia — e pode receber multa pesada

19 de fevereiro de 2024 - 18:15

A UE vai investigar se a rede social viola as regras de conteúdo online destinadas a proteger as crianças na plataforma

O PODER DE UMA PAIXÃO

O caso amoroso que pode salvar Trump de ser condenado

19 de fevereiro de 2024 - 15:15

O romance em questão não está diretamente ligado ao ex-presidente dos EUA, mas pode ajudá-lo no processo sobre a tentativa do republicano reverter a derrota nas eleições de 2020

ANO NOVO, VIDA NOVA?

Viagens e gastos de turistas durante ano-novo na China superam níveis pré-pandemia, mas algo ainda incomoda os economistas

19 de fevereiro de 2024 - 11:37

Deslocamentos internos e gastos em viagens pela China mostram recuperação enquanto governo tenta impulsionar o consumo

MARCADOS PELA OPOSIÇÃO

Todos contra Putin: os inimigos que ousaram desafiar o homem mais poderoso da Rússia e não tiveram um final feliz

16 de fevereiro de 2024 - 19:43

A lista de desafetos do presidente russo é longa. O Seu Dinheiro separou os principais nomes de oposição e conta para você o destino — às vezes trágico — de cada um deles

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies