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Camille Lima
Camille Lima
Repórter no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.
EFEITOS DA PANDEMIA

Tarcísio vai pagar R$ 682 milhões para controladora da Linha 4 do metrô — e isso não é nem metade do dinheiro que o governo deve depositar para a CCR (CCRO3)

O Estado reconheceu um “desequilíbrio financeiro” bruto de R$ 682,6 milhões na receita tarifária da Linha 4 – Amarela durante a pandemia do coronavírus

Camille Lima
Camille Lima
1 de dezembro de 2023
11:15 - atualizado às 10:52
ViaQuatro, operadora da linha 4 do metrô de São Paulo
ViaQuatro, operadora da linha 4 do metrô de São Paulo - Imagem: Arquivo CCR/ Agencia Brasil / Montagem Seu Dinheiro

Enquanto parte dos trabalhadores de trens e metrô de São Paulo questionam a privatização das linhas, o governador Tarcísio de Freitas confirmou que vai pagar mais de meio bilhão de reais para a CCR (CCRO3), dona da ViaQuatro.

A companhia de concessão anunciou na manhã desta sexta-feira (1) que o Estado reconheceu um “desequilíbrio financeiro” bruto de R$ 682,6 milhões na receita tarifária da Linha 4 do metrô - Amarela durante a pandemia do coronavírus.

A redução da receita decorreu da menor demanda de passageiros na linha devido ao menor fluxo de pessoas circulando nas estações na pandemia.

Desse modo, o Estado de São Paulo fará um reequilíbrio deste valor à ViaQuatro. Esse tipo de pagamento é previsto em contrato e garante que a administradora solicite os valores para reequilíbrio de contas da concessão.

Ainda não se sabe de qual forma o governo de Tarcísio fará o pagamento à administradora de trens no metrô de São Paulo. 

Porém, de acordo com a decisão publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOESP), a modalidade do recebimento será informada “no momento oportuno”. 

Os pagamentos do Estado de São Paulo à CCR (CCRO3)

É importante ressaltar que este não é o primeiro reequilíbrio financeiro que o Estado de São Paulo pagará ao Grupo CCR (CCRO3).Na realidade, os pagamentos do governo à companhia já ultrapassam os R$ 2 bilhões.

Em meados de setembro deste ano, a companhia anunciou o reconhecimento de desequilíbrio econômico-financeiro no contrato da ViaMobilidade para as linhas 5 - Lilás e 7 - Rubi do metrô.

Com isso, o Estado confirmou que desembolsaria R$ 297,89 milhões para o grupo como reequilíbrio em favor da concessionária de trens.

Já em março de 2021, a ViaQuatro e o Estado de São Paulo — na época, governado por João Dória — firmaram um aditivo ao contrato de concessão para repasses de aproximadamente R$ 1 bilhão devido a atrasos na entrega das estações da Linha 4 - Amarela.

O montante foi composto pelo pagamento de R$ 705,37 milhões pelo atraso na conclusão das obras da Fase I e no seccionamento de linhas intermunicipais geridas pela EMTU, que deverá ser desembolsado entre 1º de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2037.

Além disso, o governo deve pagar R$ 91,61 milhões pelo atraso nas Estações Morumbi e Vila Sônia. Vale destacar que as estações estavam atrasadas desde 2006. 

Desse modo, o acordo instituiu ainda pagamentos de R$ 352,3 mil por cada mês completo de atraso pela unidade Morumbi e de R$ 1,12 milhão por mês atrasado para a Vila Sônia.

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