🔴 É HOJE! COMO BUSCAR ATÉ R$ 2 MIL DE RENDA EXTRA TODO OS DIAS – CONHEÇA A ESTRATÉGIA

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
ó dúvida cruel!

Comprar ou não comprar Petrobras? Eis a dúvida que o Credit Suisse pretende responder

De um lado, as ações da companhia estão sendo negociadas com descontos elevados; por outro lado, o risco político permanece significativo

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
26 de abril de 2021
12:29 - atualizado às 23:53
Hamlet Petrobras dividendos gasolina combustíveis Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Filme Hamlet

Quando diante de uma possibilidade de investimento, analistas, economistas e gestores sempre buscam entender qual a relação entre o risco e o retorno daquele ativo, buscando a melhor forma de lidar com essa dicotomia.

Como sabemos, aqueles ativos com mais riscos acabam recompensando com maiores retornos quando os nossos planos vão de acordo com a realidade. Mas quando as coisas dão errado, o prejuízo é certo e implacável.

Muitos estão enfrentando este dilema com a Petrobras (PETR4). Por um lado, ela é uma estatal e está sujeita a pressões políticas, como vimos nos atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o então mandatário da estatal, Roberto Castello Branco, a respeito da política para reajuste dos preços dos combustíveis.

Por outro lado, seu valuation está em um patamar muito bom para ser ignorado, com uma projeção de rentabilidade do fluxo de caixa livre ao acionista (o FCFE yield, que sinaliza o potencial de retorno aos acionistas) de 30%.

Comprar ou não comprar? O que fazer diante desse dilema shakesperiano? Confrontado pela questão, o Credit Suisse resolveu dar uma resposta salomônica, elevando a neutra a recomendação para os recibos de ações (ADRs), numa tentativa de equilibrar esses dois fatores, e subiu o preço-alvo de US$ 8,00 para US$ 10,00.

Ó dúvida cruel!

Os analistas Regis Cardoso e Marcelo Gumiero ponderaram os dois argumentos – ação barata, melhor comprar, e risco de interferência estatal, melhor vender – e preferiram a neutralidade, vendo tanto risco quanto retorno alto.

Do lado positivo está o fato de as ações da Petrobras estarem bastante descontadas no mercado. Considerando o preço dos combustíveis no patamar atual e tomando como certas as falas da nova diretoria, de que seguirá adiante com os planos de investimentos, os analistas do Credit Suisse calculam um FCFE de US$ 17 bilhões em 2021, o que faz as ações serem negociadas com um FCFE yield de 31% e um múltiplo EV/Ebitda (indicador que mostra se uma empresa está sub ou supervalorizada) de 3,1 vezes.

“Esta é uma avaliação marcadamente descontada, sob qualquer ponto de vista”, diz trecho do relatório.

Conspira a favor da tese de compra a perspectiva de bons resultados no primeiro trimestre (o balanço da Petrobras está previsto para ser divulgado em 13 de maio) e a expectativa de pagamento de um montante elevado de dividendos – os analistas calculam um rendimento de 30%, com os valores sendo pagos em 2022.

Por que não comprar?

Diante de tantos atrativos, não haveria motivos para os analistas do Credit Suisse não recomendarem a compra das ações, certo?

Não é tão simples assim. Elas estão baratas porque a percepção de risco da Petrobras continua elevada, especialmente do lado da política de preços.

Por mais que o substituto de Castello Branco, o general da reserva Joaquim Silva e Luna, tenha sinalizado que manterá a paridade com as cotações internacionais, os analistas ainda têm dúvidas se a Petrobras conseguirá capturar os ganhos com a alta dos preços do petróleo, por conta da sensibilidade política em torno do preço dos combustíveis.

“Nós acreditamos que é possível que os preços dos combustíveis e as ameaças de greve por parte dos caminhoneiros voltem às manchetes em breve”, diz trecho do relatório. “Isso pode acontecer em maio, quando vence o desconto no PIS/Cofins, levando a um aumento do preço na bomba para os caminhoneiros quando a demanda por frete é sazonalmente mais baixa.”

A política também pesa quando se considera que o ciclo eleitoral de 2022 foi antecipado, com o país bastante dividido. Apesar de este fator ter sido antecipado pelos investidores, ele deve continuar influenciando as ações.

Os analistas do Credit Suisse citaram outro risco para a tese de investimento da Petrobras: um aumento de investimentos em projetos não rentáveis, depois que o processo de desalavancagem financeira for encerrado. Não se trata de um risco imediato, segundo eles, mas é um fator que precisa ser considerado na hora de analisar as ações.

E existe um fator fora do controle da companhia, que é a possibilidade de o petróleo se desvalorizar se o Irã acelerar as exportações da commodity, como está se especulando.

O que fazer então com Petrobras depois de toda esta explanação? Aí é com você. Boa sorte.

Compartilhe

COM A PALAVRA, Magda Chambriard

Nova CEO diz que Petrobras (PETR4) pode pagar dividendos, mas com uma condição; veja qual

27 de maio de 2024 - 19:31

Vale relembrar que Magda assumiu o cargo na última sexta-feira, indicada pelo governo para substituir Jean Paul Prates

CHAMADA PÚBLICA

Com foco em transição energética, Vale (VALE3) e BNDES querem selecionar fundo de investimento; confira detalhes do edital

27 de maio de 2024 - 16:20

O edital busca estimular atividades de pesquisa e exploração mineral no Brasil e a definição do fundo gestor deverá ocorrer até outubro de 2024

NO ENCALÇO DOS RIVAIS

Elon Musk quer ganhar posição na corrida da inteligência artificial e levanta R$ 30 bilhões para a xAI

27 de maio de 2024 - 15:35

O financiamento veio de gigantes do Vale do Silício e aproxima a empresa de Elon Musk dos concorrentes do mercado de Inteligência Artificial

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Nubank (ROXO34) já subiu 40% em NY em 2024 — mas o roxinho continua a brilhar aos olhos do Itaú BBA. O que está por trás do otimismo?

27 de maio de 2024 - 14:26

Os analistas mantêm recomendação de compra para as ações da fintech negociadas em Nova York, com preço-alvo de US$ 13 para o fim de 2024

REESTRUTURAÇÃO

Plano financeiro da Gol (GOLL4) envolve aumento de capital de até US$ 1,5 bilhão e refinanciamento de US$ 2 bilhões para deixar a recuperação judicial

27 de maio de 2024 - 11:08

Contudo, a decisão da Gol de prosseguir com o plano exigirá a aprovação do Tribunal de Falências dos EUA

ATENÇÃO, INVESTIDOR

Dividendos: Banco do Brasil (BBAS3) anuncia R$ 1,1 bilhão em JCP — em proventos antecipados do 2T24

24 de maio de 2024 - 18:52

Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do BB até o fim do pregão de 23 de junho

TRAGAM A COROA

Tchau, Itaú (ITUB4): Nubank (ROXO34) se torna o banco mais valioso da América Latina pela primeira vez em dois anos

24 de maio de 2024 - 17:24

Atualmente, o banco digital é avaliado em US$ 56,19 bilhões, equivalente a R$ 290,52 bilhões nas cotações atuais

DONA DO CHATGPT

De demissões a polêmicas em Hollywood: por que a gestão de Sam Altman à frente da OpenAI vem sendo alvo de críticas

24 de maio de 2024 - 16:24

Desde que recuperou o trono de CEO em novembro, Sam Altman viu a empresa que fundou adentrar uma nova onda de intrigas — incluindo uma controvérsia com a atriz Scarlett Johansson e acordos altamente restritivos com antigos funcionários

APERTO DE MÃOS

Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) anunciam acordo de cooperação para ‘mesclar’ malhas aéreas em meio a rumores de fusão das empresas

24 de maio de 2024 - 8:34

Entre as novas rotas compartilhadas, os clientes terão à disposição também oportunidades mais convenientes de conexão

UMA BATALHA DE GIGANTES

Mercado Livre quer se tornar maior banco digital do México — mas expansão do Nubank pode atrapalhar os planos

23 de maio de 2024 - 20:04

O banco do cartão roxo liderou a adição de usuários ativos mensais (MAU) no país, de acordo com relatório do Bank of America

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar